INAUGURAÇÃO PROJETO ÁGUA VIVA  CENTREL  BAHIA

Crescer de forma sustentável, com foco nas questões de saúde, segurança e meio ambiente, é uma diretriz estratégica para a Braskem, que, em 2012, resultou na redução em 11% a geração de efluentes, 6% em consumo de água, e em 2% o consumo de energia. Os índices estão abaixo da média da indústria química no Brasil. Líder em resinas termoplásticas nas Américas, a empresa tem ampliado o acesso a fontes competitivas de matérias-primas através da pesquisa contínua de novos produtos químicos de fontes tradicionais ou renováveis.

Os resultados consolidados dos últimos dez anos – desde a fundação da empresa, em 2002 – mostram uma diminuição substancial na geração de resíduos sólidos e de efluentes, que foi de 61% e 39%, respectivamente. Já o consumo de energia foi reduzido em 11%. O consumo médio anual de água pela Braskem foi de 4,59 m³ de água por tonelada de produto produzido, índice positivo diante da média da indústria química mundial que é de 25,9 m3 de água por tonelada de produto produzido.

A Braskem é a primeira companhia do setor a tornar pública a Pegada de Carbono de seus produtos, com a divulgação dos dados de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) das resinas polipropileno, polietileno – baixa densidade, baixa densidade linear e alta densidade, e PVC. A Pegada de Carbono permite a avaliação do total de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), ou seja, demonstra a quantidade de dióxido de carbono equivalente liberado na produção de um determinado produto ou na realização de uma atividade. Desta forma, torna-se uma informação importante para o consumidor final, no apoio à decisão por produtos e processos com menor impacto nas mudanças climáticas.
Para a Braskem, a divulgação da Pegada de Carbono é uma maneira de demonstrar o impacto ambiental de seus principais produtos, compará-los a outras alternativas e identificar oportunidades para a redução das emissões. Esta ferramenta irá fornecer informações importantes para os processos decisórios da companhia no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável de seu negócio ao identificar as etapas responsáveis pelas maiores emissões de GEE na cadeia.

De acordo com Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, a divulgação desses resultados está alinhada com transparência da companhia na gestão das emissões GEE. “Incentivamos a cultura de baixo carbono e queremos que a população tenha cada vez mais acesso a este tipo de informação, para que seja capaz de decidir pelo consumo de produtos que tenham menor impacto no meio ambiente”, reforça.

Plástico verde- Este ano, a Braskem anunciou a expansão de seu portfólio de produtos renováveis, com o lançamento da nova linha de Polietileno Verde de Baixa Densidade (PEBD), uma família adicional para o já conhecido Plástico Verde, resina termoplástica produzida a partir do etanol de cana-de-açúcar. A produção anual da nova resina será de, aproximadamente, 30 mil toneladas e o produto estará disponível para o mercado a partir de janeiro de 2014.

Com propriedades idênticas às do polietileno tradicional, o PEBD, por ser originário de matéria-prima de fontes renováveis, contribui para a redução da emissão dos gases do efeito estufa ao capturar gás carbônico da atmosfera durante o processo de crescimento da cana. A expansão da linha de produtos verdes reforça o compromisso da companhia com a criação de valor por meio do desenvolvimento sustentável para a cadeia produtiva do setor, seus clientes e a sociedade, que cada vez mais busca adotar práticas que visem contribuir para a redução dos gases efeito estufa.

Projeto Água Viva- Inaugurado em dezembro de 2012, o projeto Água Viva representa o maior sistema de reúso de água na indústria da Bahia, tendo como objetivo possibilitar a reutilização de água pluviais e efluentes tratados, através de uma parceria entre a Cetrel e a Braskem.

Com investimento superior a R$ 20 milhões em obras, equipamentos e tubulações, a meta na primeira fase é fornecer 500 m³ a 800 m³/h de água por hora para o Polo Industrial de Camaçari. Os recursos são provenientes do Programa de Inovação da CETREL com o apoio preponderante da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia. A iniciativa reduzirá a demanda da Braskem por recursos hídricos em, no mínimo, 4 bilhões de litros/ano, podendo alcançar em anos mais chuvosos o volume de 7 bilhões de litros/ano.

Com o novo sistema, o volume de água poupado pela Braskem em seus processos industriais será equivalente ao consumo médio diário de água potável de uma cidade com até 150 mil habitantes. Além da economia de água, o projeto possibilita economia de energia elétrica usada para bombeamento e para a produção de insumos básicos, fundamentais para o funcionamento das indústrias do Polo.

Utilizando o conceito de simbiose industrial, o projeto aproveita a experiência de 35 anos e a infraestrutura da Cetrel para repensar o modelo atual de tratamento e disposição oceânica e desenvolver novas perspectivas de gestão ambiental contemplando o reúso de água. Mediante técnicas e ferramentas desenvolvidas foi possível aproveitar sinergias entre os processos industriais, seus efluentes gerados e as características climáticas da região.

Através da rede de mais de 50 km de coleta de efluentes de todas as indústrias do Polo, são selecionados os efluentes de melhor qualidade para serem utilizados no processo. A rede de coleta divide-se em duas: uma para efluentes com alta carga orgânica, que seguem direto para a Estação de Tratamento de Efluentes da Cetrel e posterior descarte, e outra com baixa contaminação de orgânicos, os quais são destinados para o reúso.
Para o tratamento dos efluentes selecionados é empregado o sistema físico-químico com flotação por ar difuso; contudo, a inovação se dá pela segregação dos resíduos. O projeto Água Viva compõe-se, em média, de 40% do aproveitamento de águas pluviais e 60% do aproveitamento dos efluentes industriais.

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