Posts de agosto de 2013


O que é “pós-consumo sustentável”?

postado por aleile @ 7:20 PM
2 de agosto de 2013

sustentabilidade

 

O termo “pós-consumo sustentável”, cada vez mais utilizado, significa recolher e dar um destino adequado aos produtos, responsabilizando-se pelo retorno do material após o seu consumo. Essa é uma responsabilidade que deve ser assumida amplamente pela sociedade, tanto pelos governos e empresas fabricantes e vendedoras quanto pelos agentes de coleta seletiva e consumidores finais, tendo em vista a proteção ao meio ambiente e a garantia dos recursos naturais.

O Brasil possui uma legislação que obriga os fabricantes a darem um destino adequado a certos produtos, promovendo a responsabilidade de retorno do material pós-consumo. A Lei Federal nº 12.305, sancionada em 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que é bastante atual e contém instrumentos importantes para permitir o manejo adequado dos resíduos.

Mas essa responsabilidade, de qualquer maneira, impõe-se a todos. Consumir de forma sustentável implica poupar os recursos naturais, conter o desperdício, diminuir a geração de lixo, reutilizar e reciclar a maior quantidade possível de resíduos. Só assim conseguiremos prolongar o tempo de vida dos recursos naturais do planeta.

O ciclo de vida dos produtos não termina após serem usados e descartados pelos consumidores. A reciclagem é uma das alternativas de tratamento de resíduos sólidos mais vantajosas, tanto do ponto de vista ambiental como do social, pois reduz o consumo de recursos naturais, poupa energia e água, e diminui o volume de lixo e a poluição. Também pode ser uma atividade econômica rentável quando há um sistema bem estruturado de coleta seletiva.

Reciclar envolve a transformação dos materiais. Por exemplo, fabricar um produto a partir de um material usado. Podemos produzir papel reciclando papéis usados. Papelão, latas, vidros e plásticos também podem ser reciclados. Para facilitar o trabalho de encaminhar material pós-consumo para a reciclagem, é importante fazer a separação no lugar de origem – a casa, o escritório, a fábrica, o hospital, a escola etc. A separação também é necessária para o descarte adequado de resíduos perigosos.

Um dos pontos fundamentais da nova legislação é o estabelecimento de sistemas de logística reversa, que se constituem em um conjunto de ações para facilitar o retorno dos resíduos para os seus geradores e o seu reaproveitamento em novos produtos. Atualmente, a logística reversa funciona com pilhas, pneus e embalagens de agrotóxicos, mas é pouco praticada por outros setores, como o de eletroeletrônicos, que geram resíduos de significativo impacto ambiental depois de consumidos.

A PNRS ainda está em fase de implementação. Os Estados e municípios têm até 2014 para definir o modelo de recolhimento, reciclagem e destinação final dos resíduos. Do lado das empresas, a expectativa é que os planos de logística reversa sejam apresentados também até o início do ano que vem. Os fabricantes e importadores de produtos devem apresentar propostas de implantação de responsabilidade pós-consumo para fins de recolhimento, tratamento e destinação final de resíduos, indicando ações e metas concretas para a sua viabilização.

Alguns fabricantes que já assinaram o Termo de Compromisso com o pós-consumo foram:

– Pilhas e baterias portáteis
- Embalagens de produtos de higiene pessoal, perfumaria, cosméticos, de limpeza e afins
- Embalagens de agrotóxicos
- Embalagens plásticas pesadas de lubrificantes
- Pneus inservíveis
- Óleos lubrificantes
- Óleo comestível
- Baterias automotivas chumbo-ácido
- Filtros usados de óleo lubrificante automotivo


Descarte correto de resíduos gera descontos em conta de energia

postado por aleile @ 7:19 PM
2 de agosto de 2013

Logisverde Capítulo 5 - Fornecedores - Logisverde (2)

Descartar os resíduos de maneira ambientalmente responsável e trocá-los por crédito na conta de energia. Essa é a proposta do projeto Vale Luz, iniciativa da Coelba, empresa do Grupo Neoenergia. Funcionando em duas vertentes – Comunidade e Empresa – o projeto, hoje, atende mensalmente a 24 comunidades populares de Salvador, e sete empresas parceiras, fazendo a troca de resíduos sólidos recicláveis por descontos diretamente na conta de energia dos consumidores.

Mensalmente, os dois caminhões itinerantes do projeto percorrem os bairros de Massaranduba, Sussuarana, Novos Alagados, Bate Facho, Pernambués, Valéria, Jardim das Margaridas, Nova Brasília, Costa Azul, Tancredo Neves, Cosme de Farias, São Cristóvão, São Caetano, Castelo Branco, Calabar, Bairro da Paz, Fazenda Coutos III, Pau da Lima, Cajazeiras X, Águas Claras, Alto do Peru, Joanes, Uruguai e Nordeste de Amaralina, recolhendo os resíduos e concedendo os bônus na conta.

Os caminhões do projeto comunidade seguem uma programação semanal e ficam estacionados nos bairros das 9h às 15h30. Os moradores entregam o material, que é pesado e, na mesma hora, o valor correspondente ao material é descontado da conta de energia do mês seguinte. Só na vertente Comunidade, já foram recolhidas mais de 290 toneladas de resíduos e creditados R$ 72 mil na conta de energia de mais de 1500 consumidores.

São aceitos para a reciclagem: metal, papel, papelão e plásticos. Alguns cuidados devem ser tomados no momento da coleta. Papéis e plásticos, por exemplo, não podem estar sujos ou molhados. No caso das latas de alumínio, devem estar sem areia, pedra ou materiais que comprometam a pesagem. O material recolhido é encaminhado à Cooperbrava, cooperativa de coleta seletiva formada por catadores de Canabrava.

“Além de reduzir o valor da conta de luz, o Vale Luz tem o objetivo de estimular o uso racional dos recursos naturais e minimizar os impactos negativos causados pelo lixo no meio ambiente, estimulando a reciclagem”, explica Ana Christina Mascarenhas, assessora de Eficiência Energética do Grupo Neoenergia.

No Vale Luz Empresa, os créditos decorrentes dos resíduos coletados nas empresas parceiras beneficiam instituições que realizam trabalhos sociais. A empresa AVSI Nordeste, por exemplo, beneficia o Instituto de Caridade Lar Maria Luíza com os resíduos coletados. Para participar, empresas sediadas em Salvador, de qualquer ramo de atuação, devem inscrever-se na concessionária através do telefone (71) 3370-5006 e escolher a instituição que receberá o crédito na conta de energia, proporcional ao peso dos materiais recicláveis doados. Essa instituição deve ser atendida pela Coelba e prestar serviço social.

Desde que o Vale Luz Empresa foi lançado, em abril de 2012, até o último mês de junho, já foram recolhidas 70 toneladas de resíduos recicláveis e creditados R$ 10,7 mil nas contas de energia das instituições indicadas pelas empresas participantes. São aceitos para a reciclagem: metal, papel, papelão, plásticos e PET.

Esse material é pesado e o valor, em reais, será convertido em crédito para a conta de energia da instituição social escolhida. Importante ressaltar que só poderão participar do projeto empresas que ainda não possuam vínculo com qualquer outra cooperativa de catadores do Complexo de Cooperativas de Reciclagem da Bahia. Para estimular a participação, a Coelba fornece às empresas as caixas de coleta de materiais e cartazes para incentivar os funcionários a aderirem ao projeto, além de proporcionar treinamento para os envolvidos diretamente com o Vale Luz.

Logística reversa - Com o projeto Logisverde, a Coelba se dedica à logística reversa, promovendo o fluxo de retorno de produtos, embalagens e materiais ao seu centro produtivo. O projeto faz a logística reversa das bobinas de madeira utilizadas para o acondicionamento e o transporte de cabos. Além de contribuir para a preservação ambiental, por reduzir o uso de recursos naturais e a geração de resíduos de madeira, incentiva o reaproveitamento do material.

Antes da criação do Logisverde, todas as bobinas de madeira que acondicionam os cabos eram descartadas pelas empresas parceiras que trabalham na construção ou manutenção da rede elétrica. As peças acabavam sendo utilizadas de forma improvisada como mesas em pequenos restaurantes ou em residências, ou em grandes carretéis abandonados, sem nenhum cuidado, em áreas próximas a nascentes e leitos de rios, riachos e lagos – o que representa um grave risco para o meio ambiente, já que durante a sua fabricação, as peças são tratadas com produtos químicos para a conservação da madeira.

Com a iniciativa, parte das peças usadas passou a ser devolvida para os seus fornecedores iniciais, depois de passar pelos almoxarifados das concessionárias, onde as bobinas são desmontadas e embaladas. Dessa forma, é possível fazer com que as bobinas sejam reutilizadas pelos seus fabricantes. O projeto contribui também para minimizar o problema da geração de resíduos sólidos, ao evitar ocorrências de descarte inadequado das peças.


A sustentabilidade como fator de competitividade

postado por aleile @ 7:10 PM
2 de agosto de 2013

Asher Kiperstok_rejane Carneiro

Na última década, a adoção de melhores práticas em gestão ambiental, incluindo o reaproveitamento dos resíduos, vem se intensificando não apenas por imposição da legislação, mas porque as empresas passaram a enxergar a sustentabilidade como fator de competitividade. É o que acredita Asher Kiperstok, professor coordenador da Teclim – Rede de Tecnologias Limpas, da Universidade Federal da Bahia.

Na sua concepção, o ideal é que não se produza resíduos. É o que diferencia as tecnologias limpas das chamadas tecnologias de fim de tubo. “Resíduo significa desperdício de matéria-prima, gera passivo ambiental e custos de tratamento. O mais inteligente é investir em tecnologia para adequar o processo produtivo de forma a não gerar subprodutos”, explica. A perspectiva, no futuro, é que as indústrias operem desta maneira. Mas nem sempre a tecnologia disponível hoje é capaz de proporcionar o cenário ideal.

“Diante da impossibilidade tecnológica de não produzi-lo, deve-se dar ao resíduo a melhor destinação possível”, acredita Kiperstok. Este destino, inclusive, pode ser o próprio mercado. “O material que, para uma empresa, é considerado resíduo ou subproduto, porque não é o seu negócio principal, pode ter valor para outras cadeias produtivas”, explica.

É o caso da Paranapanema (ex-Caraíba Metais), que transformou a escória de cobre, um subproduto do processamento do metal, em produto com valor de mercado. O granulado, que durante 27 anos foi acumulado nas propriedades do grupo, hoje, é utilizado pelo segmento de jateamento de superfícies metálicas e consumido por empresas que prestam serviços como a limpeza de cascos de navio. O material entra ainda na composição de cimento, concreto e argamassa utilizados na Construção Civil.

Implantada desde 2001, após pesquisas feitas em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana – Uefs, o Centro de Pesquisa de Energia Elétrica – Cepel e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a medida zerou os estoques de escória de cobre da Paranapanema. Em 2012, 386 mil toneladas do produto, que seriam resíduos sem utilidade, foram comercializadas, gerando receita e aumentando a competitividade do grupo.

“O caminho é pensar em alternativas que valorizem esses materiais, que gerem maior valor agregado e retorno econômico e social”, acredita Kiperstok, que não costuma chamá-los de resíduos, justamente pelo sentido depreciativo do termo. Se depender da vontade e da iniciativa das empresas do Complexo Industrial de Camaçari, essa tendência se tornará cada vez mais uma realidade concreta.


INAUGURAÇÃO PROJETO ÁGUA VIVA  CENTREL  BAHIA

Crescer de forma sustentável, com foco nas questões de saúde, segurança e meio ambiente, é uma diretriz estratégica para a Braskem, que, em 2012, resultou na redução em 11% a geração de efluentes, 6% em consumo de água, e em 2% o consumo de energia. Os índices estão abaixo da média da indústria química no Brasil. Líder em resinas termoplásticas nas Américas, a empresa tem ampliado o acesso a fontes competitivas de matérias-primas através da pesquisa contínua de novos produtos químicos de fontes tradicionais ou renováveis.

Os resultados consolidados dos últimos dez anos – desde a fundação da empresa, em 2002 – mostram uma diminuição substancial na geração de resíduos sólidos e de efluentes, que foi de 61% e 39%, respectivamente. Já o consumo de energia foi reduzido em 11%. O consumo médio anual de água pela Braskem foi de 4,59 m³ de água por tonelada de produto produzido, índice positivo diante da média da indústria química mundial que é de 25,9 m3 de água por tonelada de produto produzido.

A Braskem é a primeira companhia do setor a tornar pública a Pegada de Carbono de seus produtos, com a divulgação dos dados de emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) das resinas polipropileno, polietileno – baixa densidade, baixa densidade linear e alta densidade, e PVC. A Pegada de Carbono permite a avaliação do total de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), ou seja, demonstra a quantidade de dióxido de carbono equivalente liberado na produção de um determinado produto ou na realização de uma atividade. Desta forma, torna-se uma informação importante para o consumidor final, no apoio à decisão por produtos e processos com menor impacto nas mudanças climáticas.
Para a Braskem, a divulgação da Pegada de Carbono é uma maneira de demonstrar o impacto ambiental de seus principais produtos, compará-los a outras alternativas e identificar oportunidades para a redução das emissões. Esta ferramenta irá fornecer informações importantes para os processos decisórios da companhia no que diz respeito ao desenvolvimento sustentável de seu negócio ao identificar as etapas responsáveis pelas maiores emissões de GEE na cadeia.

De acordo com Jorge Soto, diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, a divulgação desses resultados está alinhada com transparência da companhia na gestão das emissões GEE. “Incentivamos a cultura de baixo carbono e queremos que a população tenha cada vez mais acesso a este tipo de informação, para que seja capaz de decidir pelo consumo de produtos que tenham menor impacto no meio ambiente”, reforça.

Plástico verde- Este ano, a Braskem anunciou a expansão de seu portfólio de produtos renováveis, com o lançamento da nova linha de Polietileno Verde de Baixa Densidade (PEBD), uma família adicional para o já conhecido Plástico Verde, resina termoplástica produzida a partir do etanol de cana-de-açúcar. A produção anual da nova resina será de, aproximadamente, 30 mil toneladas e o produto estará disponível para o mercado a partir de janeiro de 2014.

Com propriedades idênticas às do polietileno tradicional, o PEBD, por ser originário de matéria-prima de fontes renováveis, contribui para a redução da emissão dos gases do efeito estufa ao capturar gás carbônico da atmosfera durante o processo de crescimento da cana. A expansão da linha de produtos verdes reforça o compromisso da companhia com a criação de valor por meio do desenvolvimento sustentável para a cadeia produtiva do setor, seus clientes e a sociedade, que cada vez mais busca adotar práticas que visem contribuir para a redução dos gases efeito estufa.

Projeto Água Viva- Inaugurado em dezembro de 2012, o projeto Água Viva representa o maior sistema de reúso de água na indústria da Bahia, tendo como objetivo possibilitar a reutilização de água pluviais e efluentes tratados, através de uma parceria entre a Cetrel e a Braskem.

Com investimento superior a R$ 20 milhões em obras, equipamentos e tubulações, a meta na primeira fase é fornecer 500 m³ a 800 m³/h de água por hora para o Polo Industrial de Camaçari. Os recursos são provenientes do Programa de Inovação da CETREL com o apoio preponderante da FINEP – Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia. A iniciativa reduzirá a demanda da Braskem por recursos hídricos em, no mínimo, 4 bilhões de litros/ano, podendo alcançar em anos mais chuvosos o volume de 7 bilhões de litros/ano.

Com o novo sistema, o volume de água poupado pela Braskem em seus processos industriais será equivalente ao consumo médio diário de água potável de uma cidade com até 150 mil habitantes. Além da economia de água, o projeto possibilita economia de energia elétrica usada para bombeamento e para a produção de insumos básicos, fundamentais para o funcionamento das indústrias do Polo.

Utilizando o conceito de simbiose industrial, o projeto aproveita a experiência de 35 anos e a infraestrutura da Cetrel para repensar o modelo atual de tratamento e disposição oceânica e desenvolver novas perspectivas de gestão ambiental contemplando o reúso de água. Mediante técnicas e ferramentas desenvolvidas foi possível aproveitar sinergias entre os processos industriais, seus efluentes gerados e as características climáticas da região.

Através da rede de mais de 50 km de coleta de efluentes de todas as indústrias do Polo, são selecionados os efluentes de melhor qualidade para serem utilizados no processo. A rede de coleta divide-se em duas: uma para efluentes com alta carga orgânica, que seguem direto para a Estação de Tratamento de Efluentes da Cetrel e posterior descarte, e outra com baixa contaminação de orgânicos, os quais são destinados para o reúso.
Para o tratamento dos efluentes selecionados é empregado o sistema físico-químico com flotação por ar difuso; contudo, a inovação se dá pela segregação dos resíduos. O projeto Água Viva compõe-se, em média, de 40% do aproveitamento de águas pluviais e 60% do aproveitamento dos efluentes industriais.