Posts de novembro de 2011


Consumo consciente para uma sociedade mais sustentável

postado por aleile @ 1:11 PM
24 de novembro de 2011

Pesquisa realizada pelo Instituto Akatu revela que 5% da população consome de modo adequado

Acordar, tomar banho, se alimentar, sair de carro, pegar elevador até o andar do escritório, ligar o computador, ir até o cafezinho… Todas essas ações fazem parte do nosso cotidiano e acarretam impactos ambientais, sociais e econômicos. Se por um lado há quem não perceba que suas atitudes impactam o coletivo e têm efeitos em longo prazo, por outro existem aqueles que consomem de acordo com os recursos – naturais e econômicos – que possuímos, sem esquecer as gerações futuras.

“A proposta do consumo consciente não é parar de consumir, nem passar fome, mas sim consumir de maneira diferente. Sua família vai continuar se alimentando bem, sem desperdiçar, e você vai economizar muito além de alimentos”, explica Estanislau Maria de Freitas Junior, coordenador de comunicação e conteúdo do Instituto Akatu. O consumo consciente, juntamente com a educação e as políticas públicas, é uma das três bases para se conseguir uma sociedade mais sustentável. Estanislau vê como os dois principais resultados desta prática o ganho em qualidade de vida e a economia. “Seguindo princípios de um consumo consciente você vai ter mais tempo útil, de lazer, prestar mais atenção no ambiente do entorno, fazer mais atividade física, além de sentir a diferença no próprio bolso também. Ao economizar recursos como água e energia elétrica, evitar o desperdício e comprar o necessário você vai automaticamente gastar menos. O mais importante é dar o exemplo”.

Tipos de Consumidores – O Instituto Akatu e o Instituto Ethos apresentaram em dezembro o levantamento inédito “O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente o Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a Responsabilidade Social Empresarial. Pesquisa de 2010 que revelou, entre os resultados positivos, a manutenção do percentual de consumidores “conscientes” em 5%.

Considerando-se o aumento populacional alcançado, o resultado implica um crescimento de cerca de 500 mil consumidores aderindo a valores e comportamentos mais sustentáveis. “Juntamente com os 23% de consumidores ‘engajados’, eles formam o núcleo mais mobilizado e acabam se tornando os multiplicadores das ideias de sustentabilidade e consumo consciente”, conta Estanislau.

Entretanto, por outro lado, a pesquisa, que ouviu 800 mulheres e homens maiores de 16 anos, de todas as classes sociais e regiões do país, constatou o crescimento (de 25% para 37% do total) do segmento de consumidores mais distante desses valores e comportamentos, o grupo chamado de “Indiferente”. Este aumento de consumidores “indiferentes” é atribuído à ascensão social e à incorporação no mundo do consumo de uma parte signifi cativa da população brasileira, verifi cados especialmente ao longo dos dois governos do presidente lula. De acordo com o estudo, apesar de o termo sustentabilidade estar tão na moda, muita gente não conhece o seu signifi cado: no Brasil, 56% dos consumidores nunca ouviram falar em sustentabilidade. Dos que conhecem, poucos se interessam e transformam o seu signifi cado em prática cotidiana.

A aposentada Analice Cruz fez o teste do consumidor consciente no site do Instituto Akatu e obteve o resultado “Indiferente”, o tipo que tem consciência do que deve ser feito, mas falha na hora de pôr em prática. “Sei que tenho que fazer, mas não sei como começar. Falta incorporar a cultura da sustentabilidade e do consumo consciente, cada um fi ca esperando o outro fazer e todo mundo termina fi cando de braços cruzados. É uma questão de educação”, diz ela. A aposentada reconhece que desempenha algumas práticas do consumo consciente, como não desperdiçar comida, planejar o que vai comprar e optar por produtos que consumam menos energia: “Só vou ao mercado com uma lista de compras, assim não caio na tentação de levar o supérfluo e desnecessário. Por isso, sempre reflito antes de colocar no carrinho algo que não tinha sinalizado a necessidade anteriormente”.

O estudante de Oceanografia e voluntário do Greenpeace na Bahia, Mateus Felipe Tavares, chama a atenção para pequenas mudanças no comportamento que podem fazer a diferença: “Além de reduzir a quantidade de material consumido, algo que infelizmente nem todo mundo aceita, como deixar de comprar por simples prazer ou deixar de pegar aquele saquinho do mercado. Pode-se optar por produtos feitos a partir de materiais reciclados, tentar aprender a fazer novos objetos a partir daquilo que já possui e descartaria e, principalmente, consumir mais orgânicos e produtos locais”.

Para ele, outra forma de exercer seu papel consciente é estar atento para o fato de que as empresas atendem às tendências de mercado. “Havendo consumidores mais preocupados com  causas socioambientais, teremos produtos mais preocupados também”. Beatriz luz, da área de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, concorda com o raciocínio: “O consumidor bem informado tem consciência do impacto de seu consumo e procura atuar de forma responsável dando exemplo e incentivando as boas práticas dentro de casa, na empresa onde trabalha e na comunidade onde vive”.


Visão do Akatu para um consumo consciente

postado por aleile @ 1:07 PM
24 de novembro de 2011

Poder do consumidor: Todo ato de consumo é um ato de poder, pois impacta a sociedade e o meio ambiente. Ao usar positivamente este poder, o consumidor consciente torna-se um agente transformador do coletivo.

POR QUE COMPRAR: Consumir apenas o que realmente se necessita, cortando os supérfl uos, é uma das grandes aprendizagens para o consumo consciente.
O QUE COMPRAR: Escolher conscientemente entre um produto e outro é comparar os impactos positivos e negativos sobre as relações sociais, a economia e o meio ambiente desde a sua produção até o seu uso e descarte.

DE QUEM COMPRAR: Ao escolher produtos ou serviços de empresas mais social e ambientalmente responsáveis, o consumidor contribui para que as empresas que mais colaboram com a sociedade tenham sucesso.

COMO USAR: Aproveitar um produto até o fi nal de sua vida útil, evitando desperdícios, contribui para o uso sustentável dos recursos da natureza e da sociedade e para a redução da geração de lixo.

COMO COMPRAR: Ao escolher a forma de negociar, as condições de pagamento, a possibilidade de troca, a forma de se informar sobre empresas e sobre produtos/serviços, o consumidor impacta a si próprio e à sociedade.

COMO DESCARTAR: O envio para a reciclagem de todos os materiais que não têm mais possibilidade de uso é essencial para o uso sustentável dos recursos da natureza e da sociedade e para a redução da geração de lixo.

Fonte: Teste do Consumo Consciente www.teste.akatu.org.br/teste/passo_1.jsp


Dicas

postado por aleile @ 1:05 PM
24 de novembro de 2011

  • Recicle suas atitudes e pratique os oito Rs: Reduzir, Reutilizar, Reciclar, Respeitar, Refl etir, Reparar, Responsabilizar-se, Retuitar.
  • Reduza os impactos e os desperdícios de suas festas – A Wedding Report, uma empresa de pesquisas sobre casamentos nos EUA, apontou que a indústria do casamento movimentou 60 bilhões de dólares em 2008, cada cerimônia custa em média US$ 22 mil. Cada cerimônia provoca um impacto ambiental extraordinário, com enorme consumo de água, energia e recursos naturais. Escolha fornecedores responsáveis também em seu lazer e suas festas – Prefi ra bufês, clubes, serviços em geral que pratiquem de verdade a Responsabilidade Social, ou seja, que respeitem as leis trabalhistas. 
  • Não compre produtos piratas ou contrabandeados – Pagar menos por produtos piratas ou contrabandeados não compensa: você contribuirá com o crime organizado e com o consequente aumento da violência no seu bairro, na sua cidade, no seu país.
  • Dispense os pacotes para presente – No Natal, aniversário e outras comemorações, sugira aos convidados que os presentes podem vir sem embrulhos enfeitados, que gastam um monte de papel, fi ta, laço e plástico. Pacotes de presente devem desaparecer na transição para a sociedade sustentável, comece a mudança na sua festa.
  • Faça doações – Troque os seus presentes em benefício de ONGs e entidades de ação social;
  • Doação em dinheiro é sempre melhor – Evita o consumo desnecessário e oferece à entidade a chance de comprar o que ela realmente precisa.

* Fonte: www.akatu.org.br/dicas/Consumo-Consciente

 


Conselho de responsabilidade social empresarial da Fieb

postado por aleile @ 12:54 PM
24 de novembro de 2011

Marconi Andraos Oliveira, que além da direção do cores, responde pela diretoria de relações institucionais da Dow Brasil

As exigências que os grandes mercados fazem mundo afora, através da globalização, no sentido de elevar a qualidade da gestão, encontrou uma Bahia, do ponto de vista empresarial, bastante desigual. Esta desigualdade na forma de se relacionar com os novos conhecimentos e valores baseados na sustentabilidade distingue uma empresa socialmente responsável das que ainda não entenderam os novos códigos de sobrevivência de um mercado que se faz cada dia mais global. Para tentar diminuir essas diferenças entre as empresas, no segmento industrial, a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) criou, em 2004, o seu Conselho de Responsabilidade Social Empresarial (Cores).

Guiado pela missão de subsidiar a Fieb na sensibilização e apoio às  indústrias da Bahia para a adoção  da gestão socialmente responsável,  visando o desenvolvimento sustentável do Estado, o conselho conta com 20 representantes de diferentes empresas. É coordenado  por Marconi Andraos Oliveira, que,  além da direção do Cores, responde também pela diretoria de Relações Institucionais da Dow Brasil, que  acaba de ser incluída, pelo sexto ano consecutivo, no índice Dow Jones de Sustentabilidade. O índice avalia profundamente o desempenho corporativo, econômico, ambiental e social, julgando questões de riscos, branding, ações para mitigar as mudanças climáticas, cadeia de suprimentos e práticas trabalhistas.

Marconi, no entanto, admite que este grau de envolvimento, com as questões de sustentabilidade, alcançado pela Dow, é uma realidade que corresponde mais ao universo das grandes empresas baianas. “Principalmente se falarmos de sustentabilidade, que é um conceito bem mais amplo do que o de responsabilidade social empresarial (RSE), que é apenas um de seus aspectos”, explica.

Em se tratando apenas de RSE, que é o âmbito de trabalho do Cores, a Bahia vem evoluindo de forma acelerada, de acordo com a opinião do diretor do conselho. Marconi se apóia nas primeiras informações colhidas pela II Pesquisa sobre Responsabilidade Social Empresarial nas Indústrias do Estado da Bahia, que já foi concluída, faltando apenas a análise dos dados para, em seguida, ser editado o material com o resultado.

“Não posso adiantar dados quantitativos, mas comparado com a primeira pesquisa feita em 2005, já se percebe que houve uma mudança, principalmente, dentro da visão das empresas  e menor porte. Se nota que o conceito está disseminado entre elas, ainda que não haja uma padronização das práticas”, diz. Para ele, a dificuldade, das pequenas e médias empresas, de trabalhar os temas da responsabilidade é compreensível.

“Normalmente elas têm mais preocupação com o seu dia-adia, estão focadas em sobreviver, comprar insumos, preocupadas com questões muito mais imediatas. Não têm, ainda, tempo para se preocupar com as questões ligadas à responsabilidade social. Até a visão de gestão fi ca comprometida pela necessidade das operações diárias”, explica.

Marconi esclarece ainda que à medida que as pequenas e médias empresas crescem, elas começam a entender a importância de colocar no seu DNA o cromossomo da responsabilidade social. “Não só por uma questão de sobrevivência, mas também por uma questão de continuidade e perpetuidade, que são consequências da ideia de sustentabilidade”.

Em relação às empresas de grande porte, Marconi entende que ocorreu também uma evolução, mas que, neste caso, foi mais no sentido de organizar melhor as estratégias, de pôr em prática os fundamentos da responsabilidade social. Para ele, as grandes empresas da Bahia apresentam um grau de responsabilidade social tão elevado como as grandes empresas das regiões mais desenvolvidas do país. “O que as diferencia são os públicos atendidos pelas ações de RSE das diferentes regiões, o que leva também a uma pequena diferenciação na maneira de cada região produzir seus modelos de projetos”, salienta Marconi Andraos.

A Bahia, de uma forma geral, segundo ele, “carece ainda de muito esforço para que todas as empresas entendam de forma organizada os conceitos que as levarão a se instalar dentro da exigente, e compensadora modernidade, o que é uma realidade distante de muitas empresas baianas, e isso vai ser demonstrado pelos resultados da pesquisa, que devem estar prontos entre outubro e novembro”, informa.

Para Marconi, é de extrema importância que essa realidade seja revelada e diagnosticada para que não se corra o risco de gerar uma acomodação. “Muitos podem achar que o que estão fazendo é uma gestão moderna, mas, na verdade, pode-se estar parado no tempo. Acho importante que aconteça este incômodo constante e sistemático para que os empresários  estejam se preocupando em evoluir. Nem a modernidade, nem o mundo são estáticos, temos que estar incomodados”, pondera.

Entre os diversos aspectos que foram questionados pela pesquisa, alguns merecem destaques como exemplo de evolução conceitual, transformada em ação. A relação das empresas com os seus empregados é uma delas. “De uma maneira geral, tem dado saltos qualitativos muito grandes. Sobre todos os aspectos: cidadania das empresas, a vontade do patronal de fazer diversas concessões, etc. “Tem evoluído muito”, destaca Marconi.

O diretor do Cores, entretanto, alerta para o fato de que, neste momento, esta relação que se mostra harmoniosa, entre patrão e empregado, está sujeita a sofrer turbulências. “Os custos de mão de obra, hoje, no país têm crescido consideravelmente, devido, entre outros fatores externos, à queda do dólar. Com isso, os salários brasileiros, num ponto de vista global, acabam fi cando mais altos que os de outros locais, o que impacta diretamente na produtividade, dentro de um mercado globalizado”, salienta.

Outros aspectos importantes que fazem parte da responsabilidade social e que têm sido trabalhados, nos últimos anos, pelas empresas de grande porte, em sua maioria, foram as relações com a comunidade e com a responsabilidade ambiental. “A comunidade é outro tipo de público, é a outra parte interessada no processo. A empresa cresce quando ela contribui para o sucesso da comunidade, seja gerando emprego, seja atendendo algumas de suas carências. A comunidade é parte da empresa. O meio ambiente, por sua vez, não se  separa do meio social, ainda que aquele esteja mais ligado a uma visão de sustentabilidade. Trabalhar em prol da natureza é sim parte da responsabilidade social”, conclui.


Pnrs e a reciclagem de resíduos nas indústrias baianas

postado por aleile @ 12:34 PM
24 de novembro de 2011

A reciclagem de resíduos é uma ação que transpassa os três pilares do modelo de sustentabilidade, à medida que impacta positivamente tanto no âmbito social, como ambiental e econômico. Evitando-se que resíduos sejam direcionados para aterros, ou lixões, contribuí-se para reduzir a contaminação de solos e o surgimento de focos de doenças.  A reciclagem também gera emprego, renda e a consequente melhoria da qualidade de vida de muitos trabalhadores, seja através das cooperativas de catadores ou das empresas de reciclagem 

A destinação correta e reciclagem de resíduos têm sido divulgados como parte de conceitos que influenciam a gestão de empresas, como o “Produção mais limpa” e o “Consumo Sustentável”, mas estes temas começaram a ganhar uma outra dimensão no ano passado. A lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos  Sólidos (PNRS) cujo princípio é a responsabilidade compartilhada entre Governo, empresas e população, é hoje o pano de fundo de toda a discussão sobre o assunto. Colocá-la em prática, no entanto, tem sido o grande desafio, e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), vem fazendo a sua parte.

Para Arlinda Coelho, gerente de Desenvolvimento Sustentável do Sistema Fieb, esta prática se realizaria com a construção da gestão compartilhada da reciclagem. “Seria realizar a conexão de todos os processos que impulsionam o retorno dos produtos às indústrias, após o consumo e obrigar o poder público a realizar planos para o gerenciamento do lixo. Enfim, implementar os acordos setoriais previstos no texto da lei para atender as suas exigências”, explica.

Segundo ela, serão esses acordos que viabilizarão o cumprimento da obrigatoriedade da coleta seletiva, a adoção de logística reversa (a responsabilidade pelo recolhimento e destinação correta de produtos) e a adequação de aterros sanitários. Eles possibilitarão, também, que fabricantes, varejistas, consumidores e cooperativas de reciclagem alinhem suas atividades. “Os acordos, também, balizarão o relacionamento entre os setores público e privado e estabelecerão a divisão de direitos e deveres em cada esfera do poder público, além de garantir o atendimento ao viés social da reciclagem, com a participação formal dos catadores organizados em cooperativas”, acrescenta.

Logística reversa – A implantação da “logística reversa”, que consiste na retirada do meio ambiente, dos produtos pós-consumo, considerados, até então, como resíduos, é um dos grandes desafios da PNRS. Segundo Arlinda Coelho, sua implantação demanda um repensar na linha de desenvolvimento de produtos. Para ela, o desafio exige uma mudança no conceito de projeção e concepção de produtos. “Eles têm que atingir a fase de pós- consumo sendo percebidos como matéria prima, que pode voltar à linha de produção e serem reprocessados, com ganhos econômicos para a empresa e para o meio ambiente”, explica.

De acordo com a PNRS, a logística reversa, será, inicialmente, aplicada para agrotóxicos, pneus, óleos lubrificantes, lâmpadas, baterias, pilhas, eletroeletrônicos. A lei determina a extensão obrigatória da logística reversa – por meio de decretos, regulamentos, termos de compromisso e, mais especificamente, através de acordos setoriais, firmados entre o poder público e o setor empresarial.

A PNRS também estabelece que o poder público, o setor empresarial e a coletividade são responsáveis pela efetividade das ações voltadas para assegurar a observância de suas normas e demais determinações estabelecidas na legislação. Essa “responsabilidade compartilhada” terá a duração do ciclo de vida  dos produtos. Ela terá a função de envolver todos os interessados no processo: os fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, os consumidores e os titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólido.


Gestão de resíduos na Bahia

postado por aleile @ 12:32 PM
24 de novembro de 2011

Segundo Arlinda Coelho, gestão de resíduos, na Bahia, é uma prática que está sendo mais adotada pelas empresas de médio e grande porte. Essa prática, no entanto, se deve mais à obrigatoriedade do atendimento a requisitos legais, atrelados aos processos de licenciamento ambiental, seja por requisitos mercadológicos que direcionam as empresas a adotarem o Sistema de Gestão Ambiental e a comprovarem que têm um bom desempenho ambiental, sob o risco de perder mercado.

Para a mudança de posicionamento dos empresários do setor industrial, no sentido de assumirem maiores responsabilidades sobre a gestão dos resíduos de suas empresas, a Fieb vem trabalhando em diferentes frentes, é o que afirma a sua Gerente de Desenvolvimento Sustentável. “Em julho, realizamos um seminário com o objetivo de promover um amplo debate sobre as estratégias que deverão ser utilizadas para viabilizar a implementação da PNRS, envolvendo representantes da iniciativa privada, poder público, organizações de catadores e prefeituras municipais. Na ocasião, também ocorreu a cerimônia do Prêmio Fieb de Desempenho Ambiental, de 2011. Esta premiação tem a proposta de identificar ações
bem sucedidas do setor produtivo visando a melhoria de desempenho ambiental com impacto na qualidade de vida”, conta Arlinda Coelho.

Outra ação importante da Fieb se dá na sua participação no Sistema Integrado Bolsa de Resíduos (SIBR), um portal virtual (www.sibr.org) que foi criado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), com o suporte técnico de seis federações estaduais. O site é um instrumento pelo qual as empresas podem encontrar compradores para os seus resíduos, ou, por outro lado, adquirir resíduos que lhes sejam úteis.

As negociações entre o “ofertante” de resíduos e o “demandante” não sofrem intervenções nem das federações nem da confederação, que são apenas a interface, através do portal, entre os negociantes. Ainda que não seja possível medir o número de negociações realizadas, foi verificado, ao longo dos anos, que o número de acessos vem crescendo nos estados envolvidos: BA, MG, GO, PR, ES, SE.


Bons exemplos

postado por aleile @ 12:24 PM
24 de novembro de 2011

Entre as empresas baianas que têm uma gestão baseada na sustentabilidade, a Veracel, localizada no sul da Bahia, vem se tornando um exemplo a ser seguido. Inaugurada em 2005, sua atividade produtiva é a agroindustrial integrada, abrangendo todas as  fases da produção de celulose de eucalipto branqueada. A empresa possui capacidade para produzir anualmente 900mil toneladas de celulose branqueada de eucalipto.

A Veracel desenvolveu um programa de gerenciamento de resíduos sólidos que preconiza o controle, a minimização de geração e a reciclagem da maior quantidade possível de materiais, adequando o tratamento de resíduos aos mais modernos conceitos de controle ambiental.

Como resultado, a empresa atingiu elevados índices de reciclagem dos resíduos gerados, aumentando a vida útil do aterro industrial; gerou novos postos de trabalho; beneficiou agricultores e pecuaristas da região, ao disponibilizar material orgânico, corretivos de solo e fertilizantes minerais com menor custo.

Outro bom exemplo é dado pela Ecoplástico Bahia Reciclagem Indústria e Comércio. A empresa recicla embalagens plásticas de consumo transformando-as em produtos para a área da construção civil. Desde 2005, foram recuperadas mais de 200 milhões de embalagens, em um projeto que envolveu recursos da ordem de quatro milhões de reais na cadeia de coleta, dois milhões e trezentos mil reais de salários diretos, dois milhões e quinhentos mil reais de investimentos em máquinas e um milhão e cem mil reais em impostos.

Seus produtos são resultados de várias etapas de reprocessamentos dos resíduos, que vão desde a separação, limpeza, moagem e industrialização primária; passando pela transformação dos resíduos em resina, que, por sua vez, é recuperada e utilizada para a fabricação de tubos corrugados, sifões e baldes para pedreiros. Sua atividade está completamente alinhada com as premissas da atual Política Nacional de Resíduos Sólidos.


Território do Saber

postado por aleile @ 7:40 PM
10 de novembro de 2011

Em junho a Renova Energia lançou o programa de educação ambiental Território do Saber, com objetivo de ajudar no relacionamento com as comunidades localizadas na área de influência dos parques eólicos. Com isso, 17 escolas municipais firmaram parceria com a Renova para a elaboração de projetos de pesquisa sobre a localidade. “Entendemos que, na medida em que há transformação na sociedade e no meio ambiente, a escola deve acompanhar essas mudanças, perseguindo continuamente o desafio de formar cidadãos”, declarou Ney Maron.

A população residente na área impactada pelo empreendimento da Renova também participa do programa para que as ações de educação ambiental possibilitem a vivencia das transformações de maneira consciente. Além dos moradores do entorno, a Renova também trabalha a promoção do conhecimento, através de capacitação para seus líderes e  funcionários. Eles serão orientados a contribuir com a redução de impactos socioambientais durante as obras de implantação dos parques eólicos, além de ajudar a potencializar os aspectos positivos. Dessa forma, a empresa ainda garante a aplicação das diretrizes postas em sua política de sustentabilidade.


Energia que vem do vento

postado por aleile @ 7:31 PM
10 de novembro de 2011

Em 2012, a Bahia terá o maior polo eólico do Brasil

A utilização da energia eólica não é algo novo. Há séculos ela é utilizada com finalidades diferentes. Antes ela era utilizada como energia mecânica, para ajudar na movimentação das grandes e pequenas embarcações, quando ainda não existiam motores, e também nos moinhos, utilizadas na produção de farinha e açúcar.

A utilização do vento para a produção de energia elétrica vem crescendo nos últimos anos. A chamada ‘energia limpa’ é uma alternativa para a  diminuição da poluição atmosférica e conservação do meio ambiente.

Nesse caminho a Bahia vem se destacando e em julho de 2012, o Estado terá o maior polo eólico do Brasil ao inaugurar o maior parque eólico da América latina, na região do semiárido baiano, segundo informa Ney Maron, diretor de Meio Ambiente da Renova Energia.

A Renova é a primeira empresa brasileira que se dedica à geração de energia por meio de fontes alternativas. Os parques estão sendo implantados nos municípios de Caetité, Guanambi e Igaporã.

Somente no complexo de 14 parques eólicos, é investido R$ 1,17 bilhão, que no próximo ano, passará a gerar energia anual de 1.100 Giga-watt-hora por ano (GWh/ano), ou seja, será capaz de atender a 650 mil residências, superior ao número de residências da população da região, de cerca de 400 mil pessoas.

O parque é bem extenso, cruzando cerca de cinco municípios, como Caetité, Guanambi e Igaporã, numa linha contínua de 150 a 200 km. É uma espécie de cordilheira, e as torres ficaram nas partes mais altas. Os parques contarão com 184 aerogeradores, cada um com torres de 80 m de altura (o equivalente a um prédio com mais de 27 andares) e pás de 42 m de extensão. Essa energia será lançada no sistema interligado e será escoada por uma Instalação Compartilhada de Geração (ICG), a ser construída pela Chesf.

Mas por que escolher o semiárido baiano? O motivo, segundo Ney Maron, é que nessa região os ventos são de leste para oeste, o que dá mais eficiência na captação de energia. Aliado a isso está a altitude das cidades e o vazio demográfico encontrado. “Esses aspectos ajudariam a reduzir o impacto sócio-ambiental junto às comunidades, o que é uma das preocupações da empresa”, disse o diretor de Meio Ambiente.

Cada vez mais presente no cotidiano das sociedades, a sustentabilidade está em crescimento constante e sendo valorizado pelas empresas. A Renova tem a sustentabilidade como princípio da empresa e aperfeiçoa seu modelo de gestão para esse foco. Para isso, elabora o seu primeiro Relatório de Sustentabilidade no qual relata todas as práticas da empresa de contribuição ao meio sustentável.

“Neste relatório a ser lançado no primeiro semestre de 2012, a Renova apresentará de forma sistematizada a aplicação deste conceito, no seu sistema de gestão e em todos os seus relacionamentos”, explica o superintendente de Meio Ambiente da Renova, Emanuel Mendonça.

Com esse avanço tecnológico, a Bahia e o Brasil vão galgando passos importantes no ranking da produção de energia eólica. Com base em dados de 2009, o Brasil é o 21º colocado no ranking mundial, de acordo com informações do superintendente de Meio Ambiente da Renova.

RESPONSABIlIDADE SOCIAl COM A COMUNIDADE – O primeiro impacto que a chegada dos aparatos tecnológicos causa em uma cidade é com a paisagem do local, mas é com essa mudança no visual que a Renova Energia pretende melhorar a vida das famílias que vivem na região.

Com a instalação dos Parques os proprietários de terras vão poder continuar com as terras e com suas atividades. “A Renova atua de forma dialogada e compartilhada com todos os segmentos da sociedade”, disse Mendonça.

Para que os donos das terras não fiquem no prejuízo a Renova atua da seguinte maneira: A empresa faz o arrendamento das terras e o proprietário da terra pode desenvolver suas atividades normalmente, além de ter renda garantida por 30 anos.