Posts de dezembro de 2010


Pela redução de energia

postado por aleile @ 7:46 PM
20 de dezembro de 2010

Com o consumo de energia monitorado por um sistema de controle, a Mineração Fazenda Brasileiro, no município de Teofilândia, obteve a redução de 1% da energia consumida no período de janeiro a agosto deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. A energia elétrica é o principal insumo da Fazenda Brasileiro, unidade da empresa canadense Yamana Gold, cuja atividade é a extração de ouro da mina subterrânea. Na fazenda, são consumidos mensalmente 5.300.000 kilowatts-hora (kWh) de energia em suas atividades. Um consumo que equivale a uma fatura aproximada de R$ 1,3 milhão a ser paga por mês.

Segundo o engenheiro eletricista Idalmar Teixeira, a meta da Fazenda Brasileiro é chegar a 2,5% de redução no consumo de energia até o final do ano. “As ações internas de gestão de energia e investimentos em equipamentos mais eficientes têm impacto representante sobre os montantes anuais de energia consumida”,disse ele, que coordena o Programa de Redução do Consumo de Energia da unidade. O programa foi implantado em 2006 com o objetivo de reduzir o consumo específico de kWh por tonelada de minério processado na planta.

Meta- Teixeira garante que a meta vem sendo cumprida. Desde que os dados passaram a ser sistematizados, a Fazenda Brasileiro registrou índices positivos em 2008 e 2009, e também na média dos meses apurados (janeiro a outubro) de 2010. Dos 72.672.000 kWh orçados para consumo durante o ano de 2008, foram utilizados 62.895.304 kWh – uma redução de 13,45%. Em 2009, a redução entre a energia orçada e a realizada foi de 10,25%.

Todo o consumo de energia da Fazenda Brasileiro é monitorado pelo Sistema de Controle de Demanda e Consumo, por meio do qual é acompanhado o fator de carga de cada área para que sejam definidas ações específicas para otimização do recurso energético. Segundo Teixeira, em 2010 os investimentos da Yamana nesse programa são da ordem de R$ 1,26 milhão. Cerca de R$ 120 mil foram aplicados em dispositivos de proteção, R$ 350 mil em painéis e inversores para ventilação e R$ 650 mil na substituição de ventiladores standard por outros com motores de alto rendimento na mina subterrânea.

 Também foram instalados inversores de frequência e substituídos motores standard na usina por outros de alto rendimento com investimentos de aproximadamente R$ 145 mil. Além disso, gestões técnicas são realizadas de forma planejada, entre as quais a gestão das cargas elétricas e otimização de equipamentos de mina em sua operação.

O uso de biodiesel adicionado ao diesel com um na proporção de 2% é outro exemplo do uso racional de energia na Yamana, que produz ganhos ambientais com a redução da emissão de CO2 na atmosfera. A empresa também investiu na criação de grupos de redução do consumo de óleo diesel e água nova, visando à redução desses recursos na Mineração Fazenda Brasileiro.


Conscientização ambiental no Pelourinho

postado por aleile @ 1:27 PM
15 de dezembro de 2010

Segunda edição do projeto natalino dará ao público a chance de descartar pessoalmente aparelhos eletroeletrônicos no espaço de reciclagem

Reciclagem e reaproveitamento de materiais são pontos cruciais para a educação ambiental da sociedade. Tendo essa preocupação em mente, o Natal Remix, iniciativa do Pelourinho Cultural, programa da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult-BA) através do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC), levará a Tenda Cult – Solidária para a Praça das Artes – Pelourinho, nos dias 15, 16, 17 e 18 de dezembro, a partir das 18h30. O espaço será destinado à coleta de lixo tecnológico e também servirá como elemento de conscientização do público sobre a importância das formas corretas de descartar materiais nocivos ao meio ambiente.

A idealização da Tenda Cult – Solidária surgiu a partir da necessidade de informar as pessoas sobre métodos de reciclagem do lixo que apresenta grandes quantidades de elementos prejudiciais. “A tenda de coleta de lixo eletrônico sempre esteve como algo importante do projeto Natal Remix, já que cuidar do planeta é algo relevante e muito em voga na atualidade”, afirma a artista plástica responsável pela concepção do projeto, Andrea May, que também trabalha com a confecção de arte a partir de materiais diversos. Andrea é, inclusive, uma das pioneiras da Toy Art (criação de brinquedos customizados para decoração que refletem a individualidade do artista) no Brasil.

Entre os parceiros da Tenda estão os irmãos Joandro e Joseval Araújo, ativistas baianos na coleta de lixo tecnológico. “A finalidade do projeto é a divulgação do nosso trabalho”, explica Joandro. “Muitas pessoas terão a oportunidade de aprender a descartar esse lixo propriamente. Um computador, por exemplo. As pessoas irão aprender a levar ele ou componentes dele no lugar correto, reaproveitando as partes boas e reciclando as que não serão utilizadas mais”. Tanto Joandro quanto Joseval são habilitados pela LIMPURB (Empresa de Limpeza Urbana do Salvador) para coletar materiais eletroeletrônicos e se desfazer deles.

Outro grupo parceiro da Tenda Cult – Solidária é o programa MetaRede, organizado e coordenado por Hugo Saba. Para ele, o trabalho realizado pelo projeto tem como principal objetivo ensinar diversas comunidades sobre métodos de reaproveitamento de objetos não mais desejáveis. “O MetaRede está presente em comunidades e associações de bairro com o objetivo de ministrar palestras, formar núcleos e fazer com que esses núcleos interajam entre si. Nosso foco maior é na área computacional, sendo que temos um portal, o www.metarede.org, onde qualquer pessoa pode cadastrar uma doação”, informa. “O nosso veículo vai e pega ou os doadores podem entregá-lo no próprio núcleo das comunidades participantes”. O MetaRede atua em 12 comunidades por toda Salvador.

Ambos os programas trarão à Tenda Cult – Solidária a possibilidade de recuperação de materiais que apresentam componentes que agridem a natureza, como o cádmio, o chumbo e o mercúrio. Os aparelhos eletroeletrônicos que podem ser levados à Tenda são computadores ou componentes de informática inutilizados, celulares quebrados, baterias alcalinas velhas, monitores e impressoras danificados, além de todo tipo de equipamento que não esteja mais em funcionamento ou que não se deseje mais.

Programação

Quarta-feira, dia 15 de dezembro

18h30 – DJ Residente: Sankofa

20h00 – Camarones Orquestra Guitarrística

21h30 – O Maravilhoso Natal dos Retrofoguetes

22h30 – Live: Duduo Caribe e Da Ganja + Coletivo Visual Farm (SP)

 Quinta-feira, dia 16 de dezembro

18h30 – DJ Residente: Sankofa

20h00 – Orkestra Rumpillez

21h30 – Jussara Silveira e Luiz Brasil

22h30 – Live: M.A.S. Mystika Afrodelic Sound

 Sexta-feira, dia 17 de dezembro

18h30 – DJ Residente: Sanfoka

20h00 – Livia Mattos

21h30 – Toninho Ferragutti. Participação especial: Quinteto da Paraíba

22h30 – Live: Totonho e O Cabra + VJ Kamikaze

 Sábado, dia 18 de dezembro

18h30 – DJ Residente: Sankofa

20h00 – Moreno Veloso e Pedro Sá

21h30 – Yamandu Costa e Hamilton de Holanda

22h30 – Live: Baiana System + Vj Davi Cavalcanti


Para refletir…

postado por aleile @ 2:18 PM
10 de dezembro de 2010


Seja Sustentável!

postado por aleile @ 2:13 PM
10 de dezembro de 2010

Sustentabilidade é um termo usado para definir ações e atividades humanas que visam suprir as necessidades atuais dos seres humanos, sem comprometer o futuro das próximas gerações. Ou seja, assustentabilidade está diretamente relacionada ao desenvolvimento econômico e material sem agredir o meio ambiente, usando os recursos naturais de forma inteligente para que eles se mantenham no futuro. Seguindo estes parâmetros, a humanidade pode garantir o desenvolvimento sustentável.

Ações relacionadas a sustentabilidade

- Exploração dos recursos vegetais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio sempre que necessário. 

- Preservação total de áreas verdes não destinadas a exploração econômica.

- Ações que visem o incentivo a produção e consumo de alimentos orgânicos, pois estes não agridem a natureza além de serem benéficos à saúde dos seres humanos;

- Exploração dos recursos minerais (petróleo, carvão, minérios) de forma controlada, racionalizada e com planejamento.

- Uso de fontes de energia limpas e renováveis (eólica, geotérmica e hidráulica) para diminuir o consumo de combustíveis fósseis. Esta ação, além de preservar as reservas de recursos minerais, visa diminuir a poluição do ar.

- Criação de atitudes pessoais e empresarias voltadas para a reciclagem de resíduos sólidos. Esta ação além de gerar renda e diminuir a quantidade de lixo no solo, possibilita a diminuição da retirada de recursos minerais do solo.

- Desenvolvimento da gestão sustentável nas empresas para diminuir o desperdício de matéria-prima e desenvolvimento de produtos com baixo consumo de energia.

- Atitudes voltadas para o consumo controlado de água, evitando ao máximo o desperdício. Adoção de medidas que visem a não poluição dos recursos hídricos, assim como a despoluição daqueles que se encontram poluídos ou contaminados.

Benefícios

A adoção de ações de sustentabilidade garantem a médio e longo prazo um planeta em boas condições para o desenvolvimento das diversas formas de vida, inclusive a humana. Garante os recursos naturais necessários para as próximas gerações, possibilitando a manutenção dos recursos naturais (florestas, matas, rios, lagos, oceanos) e garantindo uma boa qualidade de vida para as futuras gerações.


A gestão das águas na Bahia tem caminhado junto com uma busca constante de diálogo com a sociedade. Muito dessa conquista vemdo esforço do Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá). Desde a sua criação, em 2008, o Ingá vem conquistando reconhecimento nacional seja pela Agência Nacional de Águas ou pelo Fórum Nacional dos Órgãos Gestores de Recursos Hídricos.Autarquia da Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema), o instituto coloca em prática a Política Estadual de Recursos Hídricos e de Prevenção, Mitigação e Adaptação dos Efeitos das Mudanças Climáticas, que se desdobra numa série de programas e ações que envolvem o monitoramento das águas, a restauração das matas ciliares e o combate à desertificação e mitigação dos efeitos da seca.

Talvez o trabalho de maior destaque do Ingá seja o acompanhamento sistemático das águas, realizado pelo Programa Monitora, que integra o Água para Todos. Por meio desta ação, as águas dos rios de todas as Regiões de Planejamento e Gestão das Águas (RPGAs) foram coletadas e analisadas. O resultado disso é que hoje é possível visualizar uma radiografia dos mais importantes rios do Estado, mostrando que temos bacias com situações satisfatórias, mas outras de grave degradação (especialmente nas regiões próximas a Salvador e Litoral Norte).

No Recôncavo Baiano há rios em condições de degradação completa e agravada, como o Subaé, mas outros como o Paraguaçu, preservado e protegido.O monitoramento revela que há outras regiões que apresentam condições bastante positivas, variando entre ótimo, bom e regular.

“Abrimos um importante diálogo com a sociedade. Hoje a população conhece o órgão gestor das águas na Bahia, discute a gestão das águas e interfere na política de recursos hídricos. Agora somos mais que um órgão especializado, somos um novo modo de poder público: democratizado e participativo”, afirma o diretor geral do Ingá, Wanderley Rosa Matos. O dispositivo da mobilização social foi decisivo para desencadear os processos de  gestão participativa. “Mobilizamos a sociedade muitas vezes: para criação de oito Comitês de Bacias, a renovação
de outros seis, para a elaboração do Plano de Combate à Desertificação, com a criação de uma metodologia participativa na elaboração dos Planos de Bacia. Mobilizamos também povos e comunidades tradicionais e com eles realizamos dois encontros pelas águas, que resultaram na elaboração coletiva de duas cartas pelas águas”, diz.

Comitês - Esse trabalho de mobilização social e fortalecimento das lideranças comunitárias existe para criar as condições para formação dos comitês de bacias. Os comitês são instâncias que discutem todos os problemas que atingem tudo que diz respeito às águas em uma bacia hidrográfica. O comitê é formando por representantes da sociedade civil; poder público municipal e representantes dos usuários da água. Já os poderes públicos estadual e federal têm assento garantido nos comitês, assim como os povos indígenas.

No trabalho de empoderamento da sociedade para a democratização da gestão da água, o Ingá investiu na partilha de informações e conteúdos, através de atividades de discussão intitulada Diálogos das Águas e das publicações produzidas pelo instituto. A criação da Unihidro – Universidade Popular das Águas – expressa pouco desse trabalho. Na perspectiva de ser uma universidade livre, aberta e não corporativa, esse espaço formativo atende tanto os servidores públicos como membros da sociedade civil em geral, que possuam seus trabalhos e tenhamsuas
vidas voltadas seja para a sustentabilidade dos recursos naturais, em particular da água, ou para a educação ambiental.

Nesse sentido, o trabalho de formação é decisivo para garantir a efetivação das próprias propostas políticas. “Para conseguirmos água em abundância e de qualidade para todos e para sempre, precisamos aprimorar a gestão participativa, garantir equidade nos múltiplos usos da água, fazer pesados e contínuos investimentos em saneamento, planejar os cenários desejáveis harmonizando conservação e desenvolvimento nas bacias hidrográficas e seguirmos combatendo a pobreza e as desigualdades sociais”, afirma.

O Programa Estadual de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca traça um diagnóstico socioambiental e territorial do Semiárido baiano para subsidiar políticas públicas de prevenção e convivência com a seca. O programa tem investimento de R$ 1,5 milhão, irá beneficiar indiretamente cerca de 3,7 milhões de baianos.


Novo uso da água da chuva

postado por aleile @ 7:27 PM
9 de dezembro de 2010

O Projeto de Reuso de Águas Pluviais desenvolvido pela Cetrel (Empresa de Proteção Ambiental) para a Braskem pode resultar em uma significativa economia do recurso natural, quando estiver em operação a partir de dezembro de 2011. Estimativa das empresas aponta para uma redução entre 500 e 800 metros cúbicos de água/hora,volume que deixará de ser captado no rio para utilização nos processos industriais da Unidade de Insumos Básicos da Braskem (Unib), no Polo Industrial de Camaçari. Esse volume de água equivale ao consumo de uma cidade de 100 mil habitantes.

Hoje,o sistema de abastecimento que envia água para a Braskem é o da Barragem do Joanes II. Com a implantação do projeto, a Unib passará a utilizar água da chuva. A vazão prevista vai abastecer 60% da demanda total das três torres de resfriamento da unidade da Braskem. O gerente de Projetos da Cetrel, Giorgio Sampaio, afirma que o Reuso de Águas Pluviais é o mais avançado dos cinco projetos que estão em desenvolvimento para a Braskem.

Atualmente toda a água da chuva coletada é direcionada a uma barragem artificial, de onde é bombeada para a estação da Cetrel e, em seguida, após tratamento, é descartada pelo emissário submarino. Com o projeto, essa água será tratada adequadamente e reaproveitada na  idústria. Sampaio explica que o sistema funcionará da seguinte forma: no período de chuvas, o fluxo será direcionado à barragem do complexo básico da Braskem, cuja capacidade de acúmulo é de 1,6 milhão de metros cúbicos de água. Um sistema de captação flutuante bombeará a água 24 horas para o sistema de filtração, onde a água será qualificada para reuso nas torres de resfriamento.

No período de estiagem, o sistema mantém-se em funcionamento. O efluente inorgânico continua sendo enviado para tratamento, mas a comporta permanece fechada. O volume de água acumulada na barragem será consumido aos poucos, pois a vazão será controlada para manter o nível mínimo de modo a garantir a operação 365 dias por ano. “Todo o sistema será operado remotamente da sala de controle da estação de tratamento de efluente da Cetrel”, ressalta Sampaio. Veja no vídeo abaixo a simulação do funcionamento do sistema:

Viabilidade – Atualmente a Cetrel desenvolve cinco projetos de reuso de água em parceria com a Braskem. Eles integram um programa iniciado em 2007 como objetivo de identificar as oportunidades de reaproveitamento do recurso natural no Polo Industrial de Camaçari. Além do reuso das águas pluviais, existem outros dois projetos em fase de estudo de viabilidade na Unib. “São projetos arrojados, que prevêem o tratamento de efluentes orgânicos e inorgânicos, oriundos das torres de resfriamento e do processamento de produtos petroquímicos, para reuso da água apóssua qualificação.”

Os efluentes hoje passam por tratamento nas estações da empresa de proteção ambiental e são descartados pelo emissário submarino. Para estudar a viabilidade, foram montadas plantas-piloto que simulam o processo em uma unidade industrial de grande porte.


Falar em sustentabilidade significa mais do que usar um jargão da moda, uma mudança de hábitos e formade estar no mundo. Usar dos recursos naturais de forma perdulária, como se o recurso nunca fosse se extinguir, além de inconsequente é pouco econômico.

 E quando o assunto é água, aí que a mudança de hábitos precisa ser mais profunda e alcançar a intimidade: será que levar 30 minutos no chuveiro é realmente necessário? Fechar a torneira enquanto se ensaboa os pratos pode economizar dezenas de litros. Os números revelam que 38% das águas tratadas são desperdiçadas por mau uso, quantidade suficiente para atender a pelo menos cinco milhões de pessoas.

 No âmbito doméstico, a desinformação acaba por gerar displicência e o desperdício se agrava, especialmente nos meios urbanos,onde a água chega com maior frequência e abundância. Outro dado é que, quanto mais elevada a classe social, maior quantidade é consumida e também desperdiçada. De acordo com informações da Embasa, um cidadão de classe média alta gasta até 400 litros de água por dia. Um baiano de classe média baixa consome diariamente 200 litros de água.

 Para o professor de Saneamento, da Universidade Federal da Bahia e PHD em Saúde Ambiental, Luis Roberto Santos Moraes, o grande vilão do uso irracional da água no ambiente doméstico é o sanitário. Talvez quem mais desperdice água sejam as descargas de vasos sanitários. “No padrão comportamental de nossa sociedade, a cada vez que utilizamos o vaso devemos dar uma descarga. Em média, esses equipamentos gastam 10 a 15 litros de água limpa, tratada e potável no mínimo. Se você pensar que o que cada indivíduo libera de urina e para limpá-la gastamos 15 litros (despejamos 80 a 100 vezes a quantidade de urina depositada num vaso). É muito mais do que o necessário para limpar! Num banho mais demorado, podemos jogar fora quase 100 litros de água. E essa água que desperdiçamos assim,logo se torna esgoto ao se encontrar comos excrementos e se perde”, acrescenta Moraes.

 Água em casa - A água utilizada em Salvador percorre longas distâncias, e em sua maior parte vem do Rio Paraguaçu, no Recôncavo Baiano. Para abastecer a maioria dos soteropolitanos as águas percorrem distâncias de até 89 km. Seu desperdício envolve também a perda de recursos humanos e energia.

 “Salvador não tem nenhum grande plano de captação da água de chuva, o que é um equívoco numa cidade, na qual os índices pluviométricos chegam a 2.000 milímetros de chuva por ano. Retiramos água de uma região em que chove 850 milímetros/ano.  Mais outra irracionalidade”, critica o especialista.

 “Em vários lugares do Brasil há leis municipais que determinam que os novos prédios devem ser construídos com sistemas de captura da água da chuva. Essa água pode ser empregada para fins menos nobres, para lavanderia, descargas e outros usos domésticos no qual gastamos dezenas de litros de água tratada e pronta para beber”, afirma Moraes. Outro ajuste que pode ser feito nas construções domésticas ou mesmo empresariais é a criação de caixas diferenciadas. Uma que recebe os dejetos dos vasos. Outra que recebe águas de serviço como pias e para banho. As águas passam por um processo de filtragem e tratamento e podem ser reutilizadas.

 A própria água da chuva pode ser captada para fins domésticos, através de um sistema próprio de aproveitamento. “Depois que a chuva bate no telhado e limpa as sujeiras e impurezas, as próximas águas podem ser aproveitadas para os mais variados usos domésticos”.

 Muito do discurso gera práticas como abertura de poços em condomínios e indústrias, contudo essa água não é avaliada ou analisada, seja pela Embasa ou pelo INGA, o que significa que pode ser límpida, mas não ter as condições adequadas para um consumo.

 A indústria e a agropecuária já despertaram para a necessidade de um uso mais inteligente das águas, bem como são mais monitorados pelos grupos ambientalistas e a sociedade. Contudo, embora poluam menos, as indústrias ainda exploram pouco as possibilidades de reaproveitamento das águas, embora estejam mais atentas ao desperdício e à devolução da água mais tratada para os rios e esgotos. Hoje a atividade industrial consome 26% do conjunto do uso dos recursos hídricos. Já a agropecuária é quem mais consome água no país, demandando 52% das utilizáveis, ainda com pouca atenção para a sustentabilidade e um uso mais inteligente.