Posts de novembro de 2010


Hábitos sustentáveis

postado por aleile @ 12:47 PM
29 de novembro de 2010

Pode ser interessante rever pequenos hábitos que podem fazer a diferença. Isso vale também no ambiente doméstico ou do trabalho. O uso humano da água é 22% e dessa porcentagem uma parte grande é desperdiçada. Aprenda algumas dicas simples:

  • Que tal reduzir seu banho para cinco minutos? A economia pode chegar a 48 litros de água–além da redução do consumo de energia elétrica;
  • Troque as bacias sanitárias por modelos mais eficientes para evitar vazamentos;
  • Outro investimento requer a participação de todo o condomínio, fazendo a instalação da medição individualizada em cada apartamento;
  • A água da máquina de lavar pode ser reutilizada na limpeza doméstica;
  • Hoje já está disponível no mercado uma série de torneiras poupadoras, que regulam a vazão e evitam perdas ou descargas e vasos sanitários com dispositivos mais inteligentes;
  • Evite usar mangueira para varrer calçada ou lavar carros. Prefira usar os baldes.

Fonte: http://www.socioambiental.org/


Substituição de água doce pela salgada

postado por aleile @ 12:39 PM
29 de novembro de 2010

No processo de produção diário de 50 mil barris de petróleo pela Petrobras, na Bacia Hidrográfica Recôncavo Norte, são gerados outros 360 mil barris de água. Dos poços espalhados naquela região, que abrange 28 municípios, sai quase oito vezes mais água do que óleo.Uma água cujos níveis de cloretos (sais) podem ser até três vezes superior ao encontrado na água do mar, com alto nível de corrosividade para os equipamentos e que chega à superfície misturada ao petróleo, formando uma emulsão. Como essa água salgada não tem utilidade para outro uso, a estatal encontrou uma maneira de reaproveitá-la. Ela é encaminhada para estações de tratamento próprias e, nas condições adequadas, volta ao processo de produção.

 Após passagem pela estação de tratamento, a água é devolvida aos poços da estatal para dar continuidade ao processo de extração. A reinjeção da água é fundamental para ocupar o lugar do óleo retirado e garantir a pressurização dos reservatórios. “Em vez de utilizar água doce nesse processo, utilizamos a água salgada. Trata-se de ciclo fechado”, explica o gerente de Saúde, Meio Ambiente e Segurança da Unidade de Negócios da Petrobras na Bahia, Paulo Calazans. Segundo ele, levando-se em conta que 100% da água salgada resultante do processo de produção são reutilizados para fins de recuperação secundária, é possível estimar que aproximadamente 20 milhões de metros cúbicos anuais de água doce deixam de ser captados para uso no processo.

 Calazans afirma não ser possível estimar o volume total de investimentos da estatal nessa prática de reuso da água. Mas ressaltou que o montante anunciado somente para perfuração de nove poços de captação de água salgada no Polo de Araçás, no interior da Bahia, é de US$ 6,2 milhões, no período 2011-2013. Atualmente existem 20 poços de captação e injeção de água salgada nos campos de Água Grande (São Sebastião do Passé) e Jandaia (Entre Rios). Além dos poços em Araçás, serão perfurados outros dez poços. Quatro no campo de Buracica (Alagoinhas) e seis na Fazenda Bálsamo (Cardeal da Silva).

 “A visão de sustentabilidade da Petrobras está associada ao planejamento estratégico. É visão de futuro. Como utilizar o recurso e manter a empresa sustentável?”, questiona Calazans. A estatal, que é uma das maiores empresas de energia do mundo, tem duas vertentes de utilização da água: uma resultante do consumo para produção de petróleo; outra do consumo nas unidades operacionais e áreas administrativas.

 Desafio- Na atividade de produção de petróleo, a empresa lida cotidianamente com a água que vem associada ao óleo, além da necessidade de captar água nos reservatórios por meio de poços artesianos para seus processos produtivos. Para enfrentar esse desafio, a Petrobras já implantou em algumas unidades do segmento de exploração e produção o Sistema de Gestão de Águas e Efluentes. O objetivo é concentrar informações da água e efluentes, origens, fontesedestinos,volumes movimentados e qualidade, aspectos importantes para o gerenciamento dos recursos hídricos.

 “As informações arquivadas neste sistema servirão de base para elaboração de relatórios externos enviados aos órgãos ambientais e de regulamentação da atividade de exploração e produção”, comenta Calazans. Outra utilização das informações gerenciadas pelo SGA será a de apoiar a tomada de decisões quanto a fontes de captação de água, tratamento da água produzida e dos efluentes. Calazans explica ainda que está em desenvolvimento o módulo de controle de outorga e do monitoramento da qualidade da água,que prevê: o gerenciamento das informações da água produzida; volume de água captada, efluentes industrial e sanitário descartados ou transferidos; e a qualidade dos fluidos abordados na captação, produção e descarte.


Bike, uma solução sustentável

postado por aleile @ 7:01 PM
18 de novembro de 2010

A revista MUITO de A TARDE publlicou uma matéria super bacana sobre andar de bicicleta. Confira abaixo essa reportagem e siga esses exemplos.

Eduardo Luedy acorda cedinho. Cumpre o ritual matinal e desce para a garagem para pegar sua bicicleta. Sai às 5h20 do Corredor da Vitória, passa pelo Vale do Canela, Garibaldi e a Juracy Magalhães até chegar à Av. ACM. Tem o privilégio de ver a cidade amanhecendo, quase sem carros e barulhos. Faz o percurso de 10 km em 25, 30 minutos. Em frente ao Iguatemi, pega o ônibus que o leva até a Universidade Estadual de Feira de Santana, onde dá aula. A bicicleta vai logo abaixo, no bagageiro. De tardinha, repete o caminho para voltar para casa.

É assim há três anos. Duda, 44, estava tendo problemas de aporrinhação e dinheiro com o carro velho, resolveu livrar-se de vez da dor de cabeça. E também já estava cheio de perder tempo (e vida) em engarrafamentos que parecem só saber aumentar. Com a nova condição de ciclista, ao contrário, era puro entusiasmo. Hoje o único momento em que entra num carro é para levar os filhos ao shopping nos finais de semana. Para o dentista, supermercado, banco e cinema é a bicicleta que o leva.

Além das vantagens físicas e terapêuticas, voltou a ser dono do seu tempo. Se o caminho é conhecido e repetido, sabe exatamente quanto tempo vai levar para chegar. “Tem dias que vou para o cinema no Glauber Rocha e saio cinco minutos antes de a sessão começar”.

Mas nem sempre os motoristas, desprovidos desses benefícios, entendem ou, mais elementar, veem os ciclistas. Numa dessas tardes de trânsito aflito, um ônibus o imprensou. Com medo, Duda jogou-se no meio-fio. “Fiquei muito aborrecido, porque, se eu tivesse caído para o lado do asfalto, poderia ter morrido”. Por sorte, teve só escoriações leves, mas foi suficiente para pensar se valia mesmo a pena fazer valer seu direito de se locomover de bicicleta e o direito da bicicleta de existir como veículo. “Mas tenho resistido. As vias têm que ser pacificadas e os veículos maiores precisam cuidar dos  menores, respeitando o Código de Trânsito”. Em outras palavras, o que se pede é uma cidade mais humana.

Projeto-  Há dois anos, o arquiteto Itamar Kalil ocupa uma das salas da Conder – Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia elaborando o projeto batizado de Cidade Bicicleta. Os estudos começaram timidamente e foram ganhando força, quem diria, com os engarrafamentos que se avolumavam na cidade numa “perspectiva caótica”, palavras de Kalil.

O primeiro passo era conhecer a realidade de quem anda de bicicleta em Salvador, para saber como intervir. Em novembro passado, foi concluída a pesquisa, com quatro mil entrevistados. A maioria (94%) são homens, de 18 a 35 anos (47%) e renda de até três salários mínimos (80%).

O eletricista Jorge Guerreiro, 44, cabe quase perfeitamente nas estatísticas. Desde 1992, seu veículo é a bicicleta. “Tomei essa decisão depois de ver que o ônibus atolava todo o andamento do meu trabalho. E ainda tinha o estresse do engarrafamento”. No começo, sentiu a pressão de enfrentar o trânsito, mas já está mais do que acostumado. “É show de bola”.

Por onde vai, leva um apito pendurado no pescoço, para o caso de o motorista mais desavisado não reparar nos seus 120 quilos  em cima da magrela. Quando conversou com Muito, tinha saído de Tancredo Neves, onde mora, para atender clientes no Trobogy e Itapuã. No dia seguinte, já estavam agendadas visitas na Vila Laura e no Horto. Não se espante, que isso, para ele, não é nada. “Já fui até para Vilas do Atlântico e para Portão, em Lauro de Freitas”.  Se a bicicleta não lhe deu um corpo esbelto, compensou em resistência física e saúde. “É raro eu estar doente”.

O que a pesquisa não conseguiu identificar foi o número de pessoas que usam a bicicleta diariamente, como meio de transporte, em Salvador. Há alguns anos, a Associação dos Bicicleteiros do Estado da Bahia (Asbeb) chuta um número estimado em 20 mil. Ainda assim, Kalil e equipe concluíram que não se trata de estimular o uso, mas dotar a cidade de infraestrutura para que outros públicos, como a classe média, passem a tirar seus carros da rua.

Inicialmente, quatro áreas foram escolhidas para servir de “projeto piloto”. Mas, por conta da Copa de 2014, o planejamento estendeu-se para quase toda a cidade (veja  mapa na página 30 ). “Às vezes, os técnicos têm dificuldade de entender a bicicleta. Estão preocupados em construir mais vias, mais viadutos. A Fifa, com sua visão europeia, está a nosso favor”, diz Kalil. O argumento da vez é o meio ambiente e a diminuição da emissão de gás carbônico. A bicicleta começa a ser vista como solução.

O projeto atual do Cidade Bicicleta recebeu a contribuição de ciclistas, pesquisadores e experiências em outros países. Das conversas e estudos veio a convicção de que o principal não é fazer ciclovias, mas investir no compartilhamento das vias, com sinalização, redução da velocidade dos automóveis e, quando necessário, ciclofaixas.

Só nas vias de velocidade máxima igual ou superior a 70 km, a segregação seria necessária. Já está prevista a construção de ciclovias na Av. Gal Costa e na Via Expressa. Kalil também vai fazer lobby para que seja construída uma ciclovia na Paralela, ao lado do BRT. Com o novo remodelamento, Salvador passaria de 19 km de ciclovia (uma das menores do País) a 140 km de sistema cicloviário,  à frente de Aracaju, que hoje tem 80 km.

As miniciclovias dos canteiros da Bonocô, Centenário e Garibaldi também seriam integradas às vias principais. Na orla, a ideia é que o trecho fosse da Barra a Piatã. Estão previstas ainda campanhas de educação e conscientização e a integração com outros meios de transporte, como ônibus e trens, para vencer percursos mais longos (a bicicleta é indicada para deslocamentos curtos e médios).

O custo de tudo isso? “Baixíssimo”, diz Kalil. A soma não se estenderia a R$ 20 milhões. O valor é inferior ao previsto para a construção de uma única passarela, projetada por João Filgueiras Lima, que irá ligar o Centro Histórico à Avenida Joana Angélica e está orçada em R$ 21 milhões.

Mobilidade - O presidente da Asbeb, Maurício Cruz, acha o projeto muito bonito, muito bom. “Resta saber se vai sair do papel”. E quando. “Hoje, nós só temos ciclovias de passeio, que ligam o nada a lugar nenhum. O ciclista fica à deriva. Nesse aspecto, nós estamos atrasadíssimos em relação a outras cidades”.

Até começar a andar de bicicleta, há pouco mais de dois meses, o arquiteto e urbanista Marcos Rodrigues achava a mesma coisa. “Hoje, diria que o que a gente precisa mesmo é de respeito e informação, especialmente por parte dos motoristas de ônibus, porque as vias já existem. Agora, nas de maior velocidade, as ciclofaixas ajudariam muito”.

Marcos integra o Núcleo de Estudos em Mobilidade Urbana (NMob), criado na Faculdade de Arquitetura da Ufba em abril deste ano. Ele passou a ir dar aula de bicicleta uma ou duas vezes por semana. Recebe incentivos e joinhas pelas ruas, mas a reação, naturalmente, não é unânime. Outro dia, chegando ao trabalho, o porteiro comentou: “Xi, professor, tá quebrando um galho hoje, né?”.  Sem carro, era como se estivesse numa “condição inferiorizada”.  “O que precisa existir é uma mudança de valor”.

O porteiro não notou uma tendência que os pesquisadores do tema já vislumbram. Bicicleta vem atraindo a classe média. “Existe uma ampliação no perfil. Tem muito mais gente de classes média e alta usando bicicleta como meio de transporte. Isso é muito interessante, porque esse público pode gerar uma pressão política maior para que a infraestrutura se torne possível”, diz Rosa Ribeiro, também pesquisadora do Nmob. “É sórdido admitir, mas essas pessoas acabam sendo mais respeitadas, por terem uma bicicleta melhor, mais equipamentos de segurança. O motorista vai pensar duas vezes antes de fechar uma pessoa dessa”.

Rosa começou a olhar para bicicletas depois que o seu carro quebrou no Bairro da Paz. Ela pensou em participar ali de algum projeto social, mas o que a espantou mesmo foi a enorme quantidade de magrelas que circulavam pelo lugar. Tanto que parou um transeunte e perguntou: “Para onde elas estão indo? É alguma competição de bicicletas?”. O homem não entendeu a pergunta, mas não demorou para Rosa “sacar” que aquele era o modo como as pessoas se moviam pela cidade.

Fez do tema seu trabalho de conclusão de curso e, posteriormente, do mestrado. “Eles exercem na  vida cotidiana, através do uso da bicicleta, o direito à cidade. Têm a liberdade de sair a hora que quiserem, no roteiro que quiserem, para onde quiserem”. Também Rosa tornou-se liberta e adotou a bicicleta, que, para ela, é transporte, academia e diversão. Pedalando, pode, por exemplo, acompanhar os humores do mar. “A relação com o seu corpo e com a cidade passa a ser outra, muito mais aprazível. Existe o risco, mas à medida que a pessoa tem uma aptidão, reflexo, certo jogo de cintura, é tranquilo”.

Bike anjoMarcos aconselha aos eventuais empolgados pela leitura desta reportagem procurar um “bike amigo” para guiar sua iniciação nas pistas. “Em São Paulo, tem muito isso. São voluntários que se propõem a sair pelas ruas acompanhando esses primeiros dias. Usar a bicicleta no trânsito não tem nada a ver com o uso como passeio”.

No seu caso, não precisou de bike anjo, mas pesquisou em sites, pegou dicas de amigos, abriu o mapa para fazer uma rota e usou uma manhã livre para a estreia. “Saí cedinho e, quando cheguei ao destino, foi a glória. É um aprendizado. Quando você se impõe no trânsito como veículo, o perigo reduz enormemente. A primeira vez que eu tive que segurar um carro atrás de mim, foi um pânico. Mas aí eu pensei: ‘dane-se, ele vai ter de parar’. A coisa mais improvável é que alguém vá colidir com o ciclista no fundo”.

Os acidentes mais comuns, diz, são a colisão em 90 graus e nas viradas à direita, quando ciclistas e motoristas não se veem, e, pasme, a abertura de portas de carro. Até setembro deste ano, foram 166 acidentes envolvendo ciclistas, com quatro vítimas fatais (pouco, perto do número global de 182 mortes no trânsito, excluindo os atropelamentos). Os dados são da Transalvador e indicam uma queda. Em 2003, 26 ciclistas foram vítimas de acidentes fatais. “Como os bicicleteiros que andam há mais tempo na cidade achavam que não tinham direito à via, que estavam invadindo um espaço, tentavam ‘sobreviver’ andando na calçada, nos canteiros, na contramão… Esses estão mais sujeitos a sofrer acidentes. Quando você já está no fluxo, é menos perigoso”, diz Marcos

O que “vitimou” a empresária Patrícia Dias, 44, foi felizmente o acidente mais bobo, esse encontrão com a porta de um carro que se abre, enquanto passava pela Manoel Dias. Só machucou um pouco a mão e nem pensou em abandonar a bicicleta, com quem vai para o trabalho todos os dias. Em São Paulo, onde morava, Patrícia ia trabalhar de metrô. Quando veio para Salvador, há dois anos, tratou de arrumar um apartamento próximo ao trabalho (“é o mais lógico”). Assim, foge do “caos” que se instala no Rio Vermelho nos horários de pico com a sua bike, com a qual faz quase tudo. Como as distâncias são curtas, nem dá para cansar muito. “E ainda melhora o humor. Chego feliz”.

Quando chove ou é preciso ir mais longe, Patrícia vai de carro. Ela também gostava de passear nas ciclovias, mas depois de ser roubada duas vezes, uma em São Paulo, outra em Salvador, anda temerosa e desanimada. Essa é uma queixa comum dos ciclistas, de que as ciclovias, por serem segregadas, acabam sendo locais pouco seguros. Num dos episódios, ela soube tirar algum proveito da situação. Voltou para casa com a bicicleta que o ladrão abandonou. Reformou a bike e ainda passou um tempo com ela.

Apesar das vantagens que pedalar trouxe para si, Patrícia não incentiva muito os amigos a tomarem o mesmo rumo. “Vai que acontece algum acidente? Vou ficar culpada (risos). Mas ao mesmo tempo, a gente precisa de coragem para a vida. Se não, fica do carro para a casa, na bolha, e não vive a rua”.

Sem carro

Outro dia, uma moça de um consórcio  ligou para a casa do cientista da computação Pablo Florentino, 32, oferecendo mil e uma facilidades para que ele pudesse, finalmente, adquirir um automóvel, este sonho dourado. Ele disse que já tinha duas bicicletas e estava muito feliz, obrigado. A mulher riu e desligou o telefone. Se esperasse, poderia ouvi-lo contar que tem dinheiro para comprar um carro, mas preferiu  não fazê-lo.

Até para casamento ele já foi de bicicleta, terno e gravata, para desespero da mãe. Para o trabalho, vai sempre que dá, uma ou duas vezes por semana. Faz o trajeto do Rio Vermelho, onde mora, para o Barbalho, onde dá aulas no Ifba, em menos de meia hora. Quando não dá – leia-se quando precisa levar muitos livros ou “ir de calça” –, pega ônibus ou táxi.

Pedalando, Pablo é muitas vezes tachado de maluco pelos outros motoristas, com quem vez ou outra bate boca. Para ele, além de educação, faltam também políticas de incentivo ao uso, para dar visibilidade ao ciclista. “Mas a Transalvador sempre prioriza os carros”.

Apesar do clima pouco amistoso, Pablo aposentou o capacete. “Acho que ele desperta nos motoristas uma ideia de competição. Para mim, não fazia diferença… Vai mais da forma como você se posiciona no trânsito”.  A atitude não é unânime. Também no time dos sem carro, mas com capacete, estão o arquiteto Pedro Britto, 46, e a designer Cacá Fonseca, 28. Falam como se tivessem descoberto uma verdade oculta, desconhecida daqueles que ainda gastam os dias em engarrafamentos.

Quando chegaram a Salvador, há pouco mais de três anos, sentiam-se reféns do transporte público. A bicicleta deu autonomia. Pedro já a usava como veículo há 10 anos, Cacá resolveu embarcar. Descobriu que era o modo mais rápido de percorrer os três ou quatro bairros por onde costuma circular. “O Campo Grande, a Barra, a Graça têm um clima de cidade do interior e o trânsito não é tão pesado”.

Pedro é contra as ciclovias e defende que as bicicletas, nas vias de maior velocidade, possam compartilhar a faixa de ônibus. Para ele, mais importante do que pensar uma Cidade Bicicleta para a Copa do Mundo, tratada como algo turístico ou esportivo, seria isentar o veículo de impostos para fazê-la vender como água em supermercados. “Se você tivesse 500 mil bicicletas circulando, inundando as ruas, aí deixaria de ser uma excepcionalidade”.

Bicicletários

Hoje, a bicicleta é algo tão “excepcional” que eles já foram pauta até de reunião de condomínio. Os vizinhos queriam que as bicicletas do casal deixassem o depósito do prédio. “A ironia é que a gente tem uma vaga de garagem, que fica lá vazia”. Se em casa já é assim, imagine nas ruas. Um ponto em que todos os ciclistas parecem se encontrar é na necessidade de se multiplicarem os bicicletários e paraciclos, e, neste caso, trata-se de sair quase do zero. “Nenhum equipamento cultural daqui tem lugar para deixar as bicicletas. Os prédios públicos e as universidades também não”.

No Shopping Barra, eles precisam “fugir” dos seguranças para conseguir estacionar as bikes, lembra Cacá. “Quando eles veem, te perseguem para pedir para tirar… É como se a bicicleta fosse algo indesejável”.

Desde 2007, São Paulo tem uma lei que determina que os terminais de transporte, edifícios públicos, indústrias, escolas, centros de compras, condomínios e parques tenham bicicletários.

Salvador tem hoje 700 mil veículos. Por ano, 4.200 carros se somam à frota transportando, em média, 1,2 passageiro. Tem lógica? O nó é mudar o paradigma de que só motorizados seremos felizes. Leva tempo, mas, se serve de consolo, o movimento já começou.

Blog da Revista MUITO: http://revistamuito.atarde.com.br/?p=5895


Você sabia…?

postado por aleile @ 12:56 PM
17 de novembro de 2010
O óleo de cozinha usado é um dos principais vilões da contaminação das águas: uma colher de sopa de óleo pode inutilizar milhares de litros de água. Armazene seu óleo de cozinha usado em garrafas PET e, caso não tenha nenhuma instituição a quem doar, utilize-o para fazer seu próprio sabão.
Aprenda a fazer seu próprio sabão e preserve o meio ambiente.

Cana-de-açúcar: eficiência energética que vem da terra

postado por aleile @ 12:19 PM
17 de novembro de 2010

 A cana-de-açúcar é a fonte de matéria-prima mais eficiente na produção de energia, principalmente quando comparada ao milho – tradicionalmente utilizado na produção do etanol nos EUA – e a beterraba, fonte de matéria-prima preferencial na Europa.

 Com a profissionalização do setor de açúcar e álcool brasileiro, e com o aumento da mecanização da colheita e da preparação das usinas para produzir bioeletricidade, assegura-se que essa vantagem energética aumentará ainda mais.

 O Polietileno Verde da Braskem aproveita toda a vocação do Brasil para a produção de cana-de-açúcar – ele é feito a partir do eteno produzido com etanol originado da cana-de-açúcar. É o primeiro plástico com origem 100% de fonte renovável certificado no mundo, já está sendo produzido em escala industrial na planta da Braskem em Triunfo, RS, e tem clientes no mercado nacional e internacional, como Procter&Gamble, Shiseido, Natura e Toyota, entre outros.

 A produtividade energética da cana-de-açúcar, a crescente profissionalização do setor de produção de álcool e a eficiência dos processos da Braskem conferem ao ciclo de vida do PE Verde vantagens ambientais excepcionais: cada kg de PE Verde produzido captura e fixa de 2 a 2,5 kg1 de CO2 que estavam na atmosfera. Assim, colabora com a redução do efeito estufa e do aquecimento global. Quando se compara a pegada de carbono do PE Verde da Braskem com o PE petroquímico, a vantagem ambiental é ainda maior: cada kg de PE petroquímico produzido emite 2,5kg2 de CO2 para a atmosfera.

 O Brasil tem22% (340 MM de hectares) de toda a área cultivável do mundo. A agricultura utiliza 18,6% dessa área, sendo que a cana-de-açúcar ocupa 7,8 MM de hectares (apenas 3,4 MM ha são utilizados para produção de etanol), a cultura da soja, 22 MM ha, o milho, 14 MM ha. Já a pecuária está presente em 220 MM ha*.


Importantes projetos da Petrobras

postado por aleile @ 12:12 PM
17 de novembro de 2010

As mais recentes ações da Petrobras são a inauguração do Centro de Produção e Formação em Bioenergia no Rio Grande do Sul e a parceria estratégica firmada como Grupo São Martinho S.A. para o crescimento da produção de etanol na região Centro-oeste do Brasil, no Estado de Goiás.

O Centro de Produção e Formação em Bioenergia São Francisco de Assis está localizado em Santa Cruz do Sul. É um projeto voltado para a produção sustentável de biocombustíveis e alimentos, desenvolvido pelaCooperativa Mista dos Fumicultores do Brasil (Cooperfumos) e patrocinado pela Petrobras.

Janice Dias, gerente de Programas Sociais de Responsabilidade Social da Petrobras, destaca que a parceria com a Cooperfumos “ estimula a utilização de novas fontes de energia e representa grande passo para o desenvolvimento do país, com a garantia de qualidade dos produtos cultivados e fontes complementares de renda aos pequenos  agricultores. O projeto deve servir como exemplo de sustentabilidade até mesmo fora do Brasil”, afirma.

Modelo - “Ocupando área de 41 hectares, o Centro de Produção e Formação em Alimentos e Bioenergia São Francisco de Assis contempla as seguintes ações: extração de óleos vegetais, indústriadebiodiesel, casa de sementes, escritórios da Cooperativa e Centro de Formação e Produção. O modelo de sustentabilidade também pode ser visto no sistema de construção das unidades. Ao invés de tijolos e cimento, as instalações foram feitas com terra, madeira e grama, de acordo com programas de bioconstrução e bioarquitetura.

Na região Centro-oeste, mais especificamente em Goiás, a Petrobras anuncia parceria estratégica com o Grupo São Martinho, que está entre os maiores grupos sucroenergéticos do Brasil,operando em vários estados. A parceria foi firmada por meio da subsidiária Petrobras Biocombustível, com o objetivo estratégico de elevar a capacidade de moagem de cana-de-açúcar da companhia dos atuais 20 milhões para até 30 milhões de toneladas por ano, em 2014. O acordo firmado recentemente prevê a constituição de uma nova sociedade, denominada Nova Fronteira Bioenergia S.A., que controlará a Usina Boa Vista, e o projeto Greenfield denominado SMBJ Agroindustrial S.A..

A nova empresa inicia suas atividades comestrutura de capital e elevada capacidade de investimento, abrindo espaço para que seja acelerado o processo de expansão na região Centro-oeste.


Especialistas debatem avanços na bioenergia

postado por aleile @ 6:02 PM
11 de novembro de 2010

Uma das consequências da estabilização da moeda e da retomada do desenvolvimento econômico do país é a crescente demanda por bioenergia, que está se tornando um dos principais insumos na produção industrial e mesmo no consumo em domicílios residenciais cada vez mais aparelhados. Mas como conciliar  desenvolvimento e sustentabilidade, buscando preservar o meio ambiente? E como está o Brasil neste contexto? Essas têm sido questões centrais nos debates entre especialistas e representantes dos segmentos empenhados  na preservação do meio ambiente em todo o país.

 A primeira constatação é positiva: o Brasil já aparece com destaque nos relatórios mundiais pelo avanço de seu programa de biocombustíveis, pois é responsável, em conjunto com os Estados Unidos, por 88% da produção global de etanol, fonte de energia renovável. E mais: tem 45% de sua energia provenientes da  biomassa. Mas isso não significa que esteja  avançando com a agilidade necessária no uso massivo e  sustentável dos seus recursos renováveis. Ainda está bem atrás dos EUA e dos países europeus, onde, de acordo coma ONU, as energias  renováveis já representam, respectivamente, 50% e 60% da capacidade elétrica instalada.

Como mudar essa realidade? O tema tem sido debatido, a exemplo do Workshop internacional de Bioenergia e Meio Ambiente, recentemente realizado pela FTC,em Salvador, onde a questão dos biocombustíveis foi o ponto alto das discussões. O professor e mestre em Bioquímica Luiz Pereira Ramos,  da UFPR – Universidade Federal do Paraná, é um entusiasta da substituição da nossa matriz energética em função do desenvolvimento sustentável, e defende a construção de biorrefinarias no país.

Segundo Luiz Ramos, além de  ser um combustível renovável o biodiesel é menos poluente do que os derivados do petróleo, pois, ao ser queimado, produz pequena quantidade de gases, causando, por consequência, danos menores ao meio ambiente. No Brasil, a produção de biodiesel vem crescendo significativamente, mas a demanda ainda é bem maior do que a oferta.

Apetite – “A produção é pequena em relação ao apetite do mercado. Por isso, é um combustível considerado caro. E ainda há certa desconfiança do consumidor quanto à qualidade de nosso biodiesel. Mas estamos no caminho certo, com vários projetos em desenvolvimento objetivando melhorar a competitividade técnica, econômica e socioambiental do biocombustível, o melhor substituto para o diesel”, explica. Luiz cita os avanços de vários países da Europa onde a adição de óleos vegetais ao diesel de petróleo já é realidade.“Como ganho adicional, esses países diminuíram sua dependência com relação aos países exportadores de petróleo”.

 Outro tema amplamente debatido é o da produção de biocombustíveis a partir da madeira. Até que ponto esta opção pode causar desmatamento ainda maior no Brasil? É possível aproveitar convenientemente resíduos de madeira e evitar a degradação dos ecossistemas e a devastação das florestas nativas? Na opinião do professor e pesquisador Waldir Ferreira Quirino, da UNB – Universidade de Brasília, e analista ambiental- pesquisador do Serviço Florestal Brasileiro do Ministério do Meio Ambiente, é possível, sim, “desde que tudo seja feito com critério e que todos compreendam que é preciso preservar as florestas. Para isso, é necessário utilizar cada vez mais os resíduos e subprodutos florestais, como a serragem, por exemplo. A produção de biocombustíveis diretamente da madeira é economicamente viável sem prejuízos ao meio ambiente, mas, para que isso ocorra é necessário um planejado manejo da floresta”.

 Waldir explica que, na Amazônia, várias ações estão sendo planejadas e executadas, aproveitando resíduos de madeira em substituição à lenha convencional usada nas termelétricas. Waldir coordena um projeto no município de Pimenta Bueno, em Rondônia, com grandes perspectivas de resultados econômicos, preservando o meio ambiente. A ideia, em fase de experimentação, é a implantação de uma usina para transformar todo lixo madeireiro recolhido na região em energia elétrica proveniente da biomassa vegetal e de baixo impacto ambiental.

 “ Atualmente, 60% da madeira extraída na Amazônia são desperdiçados nas serrarias, gerando 18 milhões de toneladas de resíduos”, afirma o pesquisador.


Atitude verde!!!

postado por aleile @ 1:09 PM
9 de novembro de 2010

No próximo domingo, 14/11, às 8 horas na praia do Corsário em Salvador, será realizado a primeira competição UNISURF ECO, com muito surf e conscientização ambiental.

Além da qualidade das estruturas e premiações, será montado um stand para Educação Ambiental, onde poderá encontrar informações e objetos artesanais (luminárias, puffs, brinquedos e outros) produzidos com materiais reciclados e reaproveitados, feitos por Artistas Plásticos daqui de Salvador.

O objetivo do evento é mostrar aos surfistas e banhistas que é preservando o meio ambiente que teremos uma qualidade de vida melhor e mais tempo para aproveitar e usufruir das belezas naturais do mundo.

O lema do evento é: “Praia limpa, praia linda!!!”.


Você sabia…

postado por aleile @ 4:18 PM
4 de novembro de 2010

… que a produção de uma tonelada de papel novo consome de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia. Já uma tonelada de papel reciclado consome 1.200 Kg de papel velho, 2 millitros de água e 1.000 a 2.500 KW/h de energia?

… e que a produção de papel reciclado dispensa processos químicos e evita a poluição ambiental: reduz em 74% os poluentes liberados no ar e em 35% os despejados na água, além de poupar árvores?

Pois é, podemos ajudar o planeta através de pequenos atos, como por exemplo, seguindo os 3 R’s.


O que é preciso fazer para alcançar o desenvolvimento sustentável?

postado por aleile @ 4:12 PM
4 de novembro de 2010

Para ser alcançado, o desenvolvimento sustentável depende de planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são finitos.

Esse conceito representou uma nova forma de desenvolvimento econômico, que leva em conta o meio ambiente.

Muitas vezes, desenvolvimento é confundido com crescimento econômico, que depende do consumo crescente de energia e recursos naturais. Esse tipo de desenvolvimento tende a ser insustentável, pois leva ao esgotamento dos recursos naturais dos quais a humanidade depende.

Atividades econômicas podem ser encorajadas em detrimento da base de recursos naturais dos países. Desses recursos depende não só a existência humana e a diversidade biológica, como o próprio crescimento econômico.

O desenvolvimento sustentável sugere, de fato, qualidade em vez de quantidade, com a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

Fonte: WWF Brasil