Posts de outubro de 2010


Desenvolver com harmonia

postado por aleile @ 9:18 PM
29 de outubro de 2010

Harmonizar desenvolvimento econômico e preservação ambiental é o desafio das empresas que querem crescer, no mundo atual, sem olhar o desenvolvimento sustentável pelo retrovisor. No setor de mineração, onde a extração das riquezas em estado natural do solo suscita, ainda hoje, debates acalorados sobre o impacto dessa atividade na natureza, o tema sustentabilidade entrou definitivamente na pauta das empresas mineradoras. Trata-se de uma questão estratégica, afinal os recursos minerais são finitos. É preciso cuidar do futuro.

 “Qualquer atividade industrial tem impacto ambiental e a indústria extrativa mineral tem essa imagem de que causa muitos danos, mas é preciso destacar que um dos aspectos exigidos para o licenciamento ambiental é justamente a compensação ambiental”, afirma Clovis Torres, vice-presidente executivo da Bahia Mineração. A Bamin tem licença para explorar por 25 anos jazidas de ferro no sudoeste baiano, sendo a maior delas no município de Caetité.

 O Projeto Pedra de Ferro, cujos investimentos são da ordem de US$ 1,8 bilhão, deverá produzir aproximadamente 19,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e transformar o estado em um dos maiores produtores de minério de ferro do país. A Bamin só começa a operar em 2013, mas há três anos vem desenvolvendo projetos social e ambientalmente responsáveis, como foco na sustentabilidade, em Caetité, Pindaí e Ilhéus, localidades onde o projeto vai gerar impactos.

 Segundo Clovis Torres, todas as ações da empresa estão pautadas na sustentabilidade. “Entendemos que o social, o econômico e o meio ambiente têm que andar juntos”, afirma. Por ser um projeto de mineração e ter um impacto relevante nesses três pilares, a Bamin baseia suas ações nas estratégias de comunicar-se com transparência, buscar apoio das comunidades envolvidas e mostrar com clareza osimpactos no meio ambiente e as ações da empresa para reduzi-los ou mitigá-los. “Estamos agindo com muita segurança e vigor no que se refere à questão da sustentabilidade”, garante Torres.

 A Bahia Mineração estima que vá gastar, durante a vida útil do Projeto Pedra de Ferro, aproximadamente R$ 30 milhões em ações destinadas à preservação do meio ambiente, dentre as quais aquelas previstas legalmente pelos órgãos ambientais, e também em ações socioeconômicas. Há três anos o montante previsto era de R$ 20 milhões, ou seja, houve um acréscimo de 50%.

 Dos R$ 30 milhões, Torres informa que o equivalente a 15% já foram aplicados desde 2008, inclusive em programas como Circuito do Lixo, Formar para Transformar e Pedrinha de Ferro. O objetivo é preparar as comunidades envolvidas para lidar com as mudanças e os impactos que resultarão da operação das minas. “Entendemos as consequências que um projeto desse porte traz para uma comunidade que não esteja preparada”.


Caminho para a Celulose

postado por aleile @ 9:02 PM
29 de outubro de 2010

As indústrias esão buscando diferentes alternativas para produzir, sem ir de encontro à natureza nem às comunidades próximas

As empresas de diferentes portes estão investindo em caminhos para diminuir o impacto ambiental que o negócio da celulose traz. Comum pensamento menos imediatista e mais global, as indústrias estão buscando diferentes alternativas para produzir, sem ir de encontro à natureza nem às comunidades próximas. São várias as possibilidades de uma produção mais limpa e menos agressiva. Seja utilizando materiais menos tóxicos para o embranquecimento do papel, seja trabalhando com madeiras oriundas de florestas plantadas, envolvendo pequenos produtores, gerando novas oportunidades de emprego e renda. Ou mesmo a atenção com o descarte da produção, bem como emprego do material devolvido pela própria população. Com tantas variáveis, o setor pode inverter o antigo ciclo de degradação em produção de energia limpa, tornando o balanço ambiental mais positivo. 

Para o pesquisador da Universidade de São Paulo – USP, José Leandro Ciofi, “as empresas que atuam neste segmento, de modo geral, têm demonstrado (e devem demonstrar) que existe internamente uma preocupação socioambiental com as atividades pertinentes ao negócio”. Em março deste ano, o estudioso divulgou sua dissertação sobre as práticas de sustentabilidade das empresas de celulose no país e acompanhou seus relatórios.De acordo com sua observação, “é possível visualizar certa evolução em relação às práticas sustentáveis, principalmente no que tange ao consumo de água”. Contudo, em sua opinião, esse avanço ainda poderia ser maior, especialmente no caso das grandes corporações.

 “Existe um trabalho, na maioria das empresas de papel e celulose, no sentido de minimizar os impactos ambientais. Ou seja, a redução do impacto é real, porém, ainda caminha lentamente”, acrescenta Ciofi. Para o pesquisador, mesmo com avanços a mensagem ainda é de alerta.

 “Muitas companhias não deixaram claro suas intenções com o assunto ‘sustentabilidade’ a longo prazo. Nota-se claramente que existe uma tendência obsessiva em divulgar informações positivas e ocultar informações de caráter negativo”. Um leitor que analisa um relatório de informação socioambientalexige, primeiramente, a transparência por parte da entidade.

 Um dado é que, mais do que modismo e tema em voga, a sustentabilidade é um valor que chegou e vai permanecer cada vez mais indissociável dos negócios. De acordo com Ciofi, “a sustentabilidade, em si, não pode ser apenas associada com questões sociais ou ambientais. A sustentabilidade, no mínimo, é relacionada com meio ambiente, sociedade e governança corporativa”.

 A sustentabilidade não só garante preservação ambiental, mas também economia nos processos industriais,o que a médio ou longo prazo gera lucro. Além do aspecto ambiental, a sustentabilidade tem uma interface que se relaciona diretamente com as comunidades, especialmente as indígenas, cujos grupos remanescentes por vezes se encontram em situação de atrito pela posse da terra e desmatamento com grandes empresas. O conceito de responsabilidade social reza que as empresas, independentemente do segmento a que pertençam, devem atuar enquanto cidadãos.

 Manejo florestal- Para garantir diversidade e conservação ambiental, a Fibria, indústria voltada para celulose, vem investindo no cultivo de florestas como fonte renovável e sustentável de vida, para produzir riqueza e crescimento econômico, promover desenvolvimento humano e social e garantir conservação ambiental. Na área florestal, a Fibria adota princípios e procedimentos operacionais a fim de garantir a sustentabilidade econômica, social e ambiental.

 De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, “o manejo florestal da Fibria é baseado em cinco princípios: cumprimento da legislação, racionalidade no uso dos recursos florestais em curto, médio e longo prazo, buscando a sustentabilidade, zelo pela diversidade biológica, respeito às águas, ao solo e ao ar, desenvolvimento ambiental, econômico e social das regiões em que se insere a atividade florestal”. A empresa possui uma área florestal superior a um milhão de hectares, dos quais 393 mil hectares são dedicados à conservação de ecossistemas nativos nos estados do ES, BA, MG, RS, SP e MS.


Veracel: monitoramento ambiental e manejo florestal

postado por aleile @ 8:35 PM
29 de outubro de 2010

  A veracel realiza o monitoramento de duas microbacias experimentais no extremo Sul da Bahia

 Também com unidade instalada no sul da Bahia, a Veracel busca uma atuação diferenciada na região, rompendo a atuação exploratória de ciclos de monocultura ou de extrativismo, para uma atuação mais perene.

 Isso significa cuidar da terra, se preocupar com a utilização racional da água, proteção dos mananciais e tratamento adequado e minimização da geração de resíduos. Os resultados são expressivos: um hectare de área ambientalmente protegida para cada hectare de plantio de eucalipto, recuperação de mais de 80% dos resíduos gerados, 100% de geração de energia limpa e renovável, emissão de menos de 1% de CO2 de todo o sequestro de carbono promovido pelas operações.

 Com o objetivo de estabelecer referências científicas para o manejo sustentável da água e promover a melhoria contínua do manejo florestal, a Veracel Celulose realiza, desde 2005, o monitoramento de duas microbacias experimentais no Extremo Sul da Bahia. Uma em área de mata nativa e outra em área de plantio de eucalipto. Esse é considerado o monitoramento mais adequado para a identificação de possíveis impactos de florestas plantadas sobre recursos hídricos, obtendo parâmetros para fazer a análise da qualidade e do volume de água na microbacia complantio de eucalipto. Os estudos apontam semelhanças entre ambas, e não validam a ideia de ressecamento do solo.

 Análises e levantamentos do Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF) e da Sociedade Brasileira de Silvicultura (SBS) revelam que plantações de eucalipto, manejadas adequadamente, consomem a mesma quantidade de água que as florestas nativas. As ações de preservação e recuperação de Mata Atlântica nas propriedades da Veracel também são incentivadas nas propriedades dos produtores florestais, o que tem contribuído para conservar cursos d’água em suas propriedades. Estas iniciativas são um enfrentamento aos danos causados pelo desmatamento ocorrido ao longo do século passado, muito anterior à instalação da empresa, cujos reflexos são sentidos atualmente.

 Redes sociais- Criadasemlocalidades da área de abrangência da Veracel, as redes sociais contam com a participação de representantes das comunidades, instituições governamentais e ONGs, e têm o objetivo de estreitar o relacionamento e o diálogo da empresa e estes atores sociais. A atuação das redes consiste em buscar soluções que promovamqualidade de vida e transformações sociais nessas comunidades por meio da geração de renda, recuperação dos conhecimentos e práticas tradicionais. É a própria comunidade que define o projeto. A empresa estimula o
protagonismo social e o empreendedorismo.

 Projetos como o Agrovida, que surgiu de uma demanda apresentada pela Rede Social Despertar, do distrito de Ponto Central, município de Santa Cruz Cabrália (Bahia/Brasil), é um exemplo claro. Por meio deste projeto, a  agricultura familiar volta a ser uma realidade para 25 famílias, mantendo, de forma digna e produtiva, as pessoas no meio rural.